A indicação de Wagner Moura ao Oscar de melhor ator marcou um feito inédito para o cinema brasileiro. Pela primeira vez, um intérprete masculino do país concorre à principal estatueta de atuação da Academia de Hollywood, reconhecimento alcançado por sua performance no filme O Agente Secreto. O tema foi analisado no programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, com comentários da editora de Cultura Raquel Carneiro (este texto é um resumo do vídeo acima).
Segundo Raquel, a nomeação consolida um momento especialmente positivo para o cinema nacional, que neste ano soma quatro indicações ao Oscar com o filme de Kleber Mendonça Filha. Três delas já eram esperadas, mas uma chamou atenção: a criação da categoria de melhor direção de elenco, inédita na história do prêmio.
Elenco inédito e reconhecimento coletivo
Na nova categoria, O Agente Secreto tornou-se o primeiro filme em língua não inglesa a disputar a estatueta. Para a editora de Cultura, a indicação reconhece a força coletiva do longa, cujo elenco se destaca mesmo com personagens que têm pouco tempo de tela, mas desempenham papéis decisivos na narrativa.
Raquel ressaltou que, embora Wagner Moura seja o protagonista, o reconhecimento do elenco funciona como um aceno da Academia ao trabalho conjunto. Segundo ela, é como se Hollywood dissesse que o ator lidera o grupo, mas que o brilho da atuação é resultado do desempenho de todos.
A campanha pelo Oscar e a disputa direta
No caminho até a cerimônia, marcada para março, Wagner Moura enfrenta uma concorrência intensa. De acordo com Raquel Carneiro, um dos principais adversários é Timothée Chalamet, que realiza uma campanha declaradamente agressiva pelo prêmio e já acumula outras indicações ao Oscar.
Nesse estágio da disputa, explicou a editora, não basta apenas a qualidade do trabalho. Os indicados precisam ser vistos, circular em eventos, participar de talk shows e se tornar simpáticos aos votantes. Moura, segundo ela, tem adotado essa estratégia, algo pouco comum em sua trajetória, mas fundamental nesta fase.
Força internacional de “O Agente Secreto”
Além da indicação de melhor ator e direção de elenco, O Agente Secreto concorre também a melhor filme e melhor filme internacional. Para Raquel Carneiro, a categoria de filme internacional é aquela em que o longa brasileiro reúne as maiores chances de vitória.
Ela explicou que, historicamente, filmes indicados simultaneamente a melhor filme e a melhor filme internacional tendem a sair fortalecidos. Neste ano, apenas O Agente Secreto e Valor Sentimental aparecem nas duas disputas, o que coloca o título brasileiro em posição estratégica.
A novidade da categoria de melhor elenco
A editora destacou que a nova categoria de melhor elenco ainda é uma incógnita. Por ser a primeira edição, não há parâmetros claros sobre o que a Academia irá valorizar. Segundo ela, o resultado deste ano deve ajudar a definir o perfil da premiação no futuro.
Ainda assim, a indicação já foi amplamente celebrada pela imprensa internacional, que vinha elogiando há meses o conjunto de atores do filme, apontando a coesão e a qualidade das interpretações como um dos principais trunfos da produção.
Outro brasileiro na disputa
O programa também lembrou outro motivo de comemoração para o cinema nacional: a indicação do brasileiro Adolpho Veloso ao Oscar de melhor fotografia pelo filme Sonhos de Trem, produção da Netflix. Trata-se da primeira nomeação do diretor de fotografia, que, segundo Raquel, chega fortalecido após vitórias em outras premiações.
Um marco para o cinema brasileiro
Ao encerrar a análise, a editora de Cultura ressaltou que a indicação de Wagner Moura representa mais do que um reconhecimento individual. Em categorias tradicionalmente dominadas por atuações em língua inglesa, a presença do brasileiro simboliza uma abertura rara da Academia.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.