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Técnico de enfermagem tentou matar paciente 3 vezes antes de conseguir

O técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva, 24 — que confessou, segundo a polícia, ter matado três pacientes que estavam internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal –, tentou assassinar a sua segunda vítima por três vezes antes de conseguir na quarta.

Seguindo o mesmo comportamento que teve com uma primeira vítima, também no dia 17 de novembro, o técnico injetou uma substância farmacológica direto na veia da professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75. Ele sabia que a ação provocaria parada cardíaca. No entanto, com o quadro detectado, outros profissionais de saúde eram acionados, e manobras de salvamento eram iniciadas. O próprio técnico de enfermagem fazia massagem cardíaca para salvá-la.

Após as três tentativas, a substância utilizada teria acabado e, para não ter que abandonar o plano de matar a segunda vítima, o técnico de enfermagem pegou um desinfetante que estava no leito da paciente e aplicou dez vezes na veia dela, até provocar sua morte. A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Distrito Federal, que investiga se houve mais casos e qual teria sido a motivação dos crimes.

Além de Marcos Vinicius Silva, outras duas técnicas de enfermagem, Marcela Camilly Alves, 22, e Amanda Rodrigues de Sousa, 28, que também trabalhavam no hospital, sabiam dos procedimentos que ele vinha realizando e tentavam evitar que ele fosse descoberto, também foram presas.

De acordo com a Polícia Civil de Brasília, Marcos Vinícius Silva entrou indevidamente no sistema de prescrição de medicamentos do hospital, pelo login de um médico, e prescreveu para os pacientes a substância que poderia provocar paradas cardíacas e matar. Ele aplicou os medicamentos na veia dos pacientes, e as técnicas ficaram vigiando para ninguém entrar no quarto ou se aproximar do leito.

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Duas mortes ocorreram no dia 17 (sendo a segunda com desinfetante) de novembro, e a última no dia 1⁰ de dezembro. As ações das três mortes foram registradas por câmeras de segurança. Em depoimento à polícia, o técnico de enfermagem, inicialmente, negou a autoria do crime. No entanto, após os agentes mostrarem as imagens das câmeras, ele confessou os crimes.

“Existem elementos convincentes de que o técnico de enfermagem se passou pelo médico, entrou no sistema, que estava aberto, o qual faz a prescrição dos medicamentos no hospital, ele entrou duas vezes, e, se passando pelo médico, ele prescreveu esse medicamento. Ele também foi até a farmácia, buscou os medicamentos, preparou-os, os escondeu no jaleco e os aplicou na veia dos pacientes”, disse o delegado Wisllei Salomão, que coordena a investigação.

Mais vítimas

O delegado ainda afirmou que existe a possibilidade de haver outras vítimas, no entanto, a polícia nega que outras vinte mortes já estejam sendo apuradas — como apontado por outros veículos de imprensa. “A gente vai investigar se existem outras vítimas naquele hospital, como também se existem vítimas nos [outros] hospitais onde esses técnicos de enfermagem trabalharam. Eles trabalham por cerca de cinco anos em hospitais diversos, privados e públicos”, disse.

Os três suspeitos vão responder por homicídio qualificado, e a pena para esses crimes é de doze a trinta anos de prisão. Eles foram presos preventivamente nos dias 12 e 15 de janeiro

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