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Em Davos, Trump lança ‘conselho de paz’ para governar Gaza e volta a criticar ONU

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou uma cerimônia nesta quinta-feira, 22, para lançar o chamado “conselho da paz”, órgão criado para consolidar o cessar-fogo em Gaza e administrar o território palestino de forma interina, mas que, segundo o americano, pode ter um papel mais amplo na resolução de conflitos mundiais. Isso pode preocupar outras potências globais e as Nações Unidas, que o mandatário aproveitou para criticar durante a assinatura do projeto, em Davos, às margens do Fórum Econômico Mundial.

“Eu acabei com oito guerras e nunca precisei falar com as Nações Unidas sobre isso. Eles poderiam ter acabado com essas oito guerras mas não conseguiram”, disse Trump, acrescentando que a organização possui “tremendo potencial que não tem sido totalmente aproveitado”, embora tenha afirmado que o “conselho de paz” pode trabalhar em colaboração com a ONU.

Tal conselho foi originalmente concebido para supervisionar a reconstrução de Gaza. Mas uma versão preliminar da carta não parece limitar seu papel ao território palestino, o que adiciona à lista de controvérsias envolvendo o novo órgão – como o custo de US$ 1 bilhão para adesão permanente.

Um alto funcionário da Casa Branca disse na quarta-feira que cerca de 35 líderes mundiais já haviam se comprometido a participar do organismo, dentre os cerca de 50 convites enviados. Entre eles estão aliados do Oriente Médio, como Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Catar e Egito.

Os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Turquia e Hungria, cujos líderes nacionalistas cultivaram bons laços pessoais com Trump, também concordaram em participar, assim como Marrocos, Paquistão, Indonésia, Kosovo, Uzbequistão, Cazaquistão, Paraguai e Vietnã.

A cautela para reagir tem sido a regra – o Brasil, também convidado, ainda não bateu o martelo. Mas, aos poucos, a resposta de líderes invitados começa a refletir o racha criado pelo presidente americano na relação com aliados europeus após a renovada ameaça do americano de anexar a Groenlândia, um território da Dinamarca, que é parte da Otan. Noruega, Suécia e França rejeitaram participar do colegiado. A Itália, segundo a imprensa local, também não deve participar. Alemanha e Espanha afirmam estar avaliando.

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