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‘Venda América’, Trump, Flávio Bolsonaro e o recorde da bolsa

O retorno forte das ações de mercados emergentes em 2025 reacendeu o apetite do investidor — e não é por acaso. Com o dólar mais fraco e os mercados desenvolvidos, especialmente os EUA, mais caros, o dinheiro começa a procurar crescimento onde ele parece mais visível. Traduzindo o economês: quando o risco parece mais bem pago fora do “óbvio”, o capital se move.

Esse movimento ganhou força com o renovado trade de “Sell America”(venda América). Investidores vêm reduzindo a exposição a ativos americanos e ampliando posições em mercados emergentes. O Brasil virou vitrine desse giro. O Ibovespa subiu 3,3% e fechou em recorde de 171.817 pontos na quarta-feira, puxado por compras estrangeiras após uma retórica mais suave dos EUA em Davos. Em apenas um mês, o índice acumula alta de 8,65% — um recado claro de diversificação global longe dos EUA.

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No pano de fundo o mundo assistiu novos capítulos envolvendo os Estados Unidos e a anexação da Groenlândia, após anúncio do presidente Donald Trump de que um acordo neste sentido com a Europa tem avançado. Já no Brasil, a política doméstica segue no radar do mercado: pesquisa Atlas/Bloomberg indica que apesar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderar os cenários de reeleição, Flávio Bolsonaro ganha fôlego nas preferências. Para o investidor, é mais um lembrete de que, além do câmbio e dos juros, o noticiário político segue como variável-chave.

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