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Ibovespa avança mais de 3% e atinge 170 mil pontos pela primeira vez na história

O Ibovespa, principal índice da B3, caminha para fechar o pregão desta quarta-feira, 21, em forte alta de 3,28%, ultrapassando o patamar de 171 mil pontos pela primeira vez na história. O novo recorde intradiário foi impulsionado principalmente pelas blue chips (grandes companhias) como a Petrobras, que avançou 4,76% hoje, e por fatores macro-globais. O dólar, por sua vez, tem queda de mais de 1%, cotado a 5,32 reais, valor mais baixo desde 5 de dezembro, quando foi anunciada a pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro.

Entre as ações de maior peso no índice, os bancos operaram com desempenho positivo, acompanhando a alta do Ibovespa. Próximo às 18h, o Itaú (ITUB4) liderava os ganhos, com alta de 4,53%, seguido pelo Banco do Brasil (BBAS3), que avançava 3,90%. O Bradesco (BBDC4) subia 2,87%, enquanto o Santander (SANB11) valorizava de 0,97%.

No exterior, o dia foi marcado pelo discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Davos. O que chamou a atenção do mercado e aumentou o apetite ao risco foi o tom mais moderado do republicano, que afirmou que “não usará a força” para tomar a Groenlândia, mas exige “negociações imediatas”. “Apesar das duras críticas que fez aos líderes europeus, o mais importante foi ele voltar atrás e regredir essa tensão geopolítica”, afirma Rodrigo Alvarenga, sócio da ONE Investimentos.

Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, esse cenário favorece a continuidade do forte fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira, em meio a uma rotação global para mercados emergentes.

No cenário doméstico, o noticiário foi tomado pelo anúncio da liquidação extrajudicial do Will Bank, braço digital do Banco Master. Entretanto, o impacto da medida do BC nas movimentações do mercado foi mínima. Os investidores ficaram de olho nas novas pesquisas eleitorais, que indicaram uma diminuição na distância entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o pré-candidato Flávio Bolsonaro, que agora se distanciam entre 4 pontos percentuais.

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(Matéria em atualização)

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