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Will Bank: o que provocou a liquidação, o impacto para o FGC e o prejuízo dos clientes

O Banco Central decretou nesta quarta, 21, a liquidação extrajudicial da Will Financeira, instituição controlada pelo Banco Master. O tema foi analisado no programa Mercado, apresentado por Veruska Donato, com comentários do repórter de Economia da VEJA Bruno Andrade (este texto é um resumo do vídeo acima).

A decisão ocorreu após a Mastercard suspender o uso de sua bandeira pelo Will Bank, movimento que expôs dificuldades da financeira em honrar compromissos com a operadora de cartões. A partir desse episódio, o BC optou por liquidar a instituição, que havia permanecido fora do processo de liquidação do conglomerado Master iniciado em novembro.

O que motivou a liquidação da Will Financeira?

Segundo Bruno Andrade, o gatilho imediato foi a divulgação de que a Mastercard havia interrompido a parceria com a Will Financeira por falta de pagamento. Esse fato agravou a situação da empresa e levou o Banco Central a rever a decisão tomada meses antes, quando optou por não liquidar a fintech junto com o restante do grupo.

Por que a Will não foi liquidada junto com o Banco Master?

Na avaliação apresentada no programa, a Will Financeira era considerada a “joia da coroa” do grupo Master. À época da liquidação do conglomerado, em novembro, dados disponíveis no Banco Central indicavam que a empresa apresentava resultados positivos, o que levou o regulador a preservar sua operação.

A situação financeira da empresa era sólida?

A Will Financeira registrou lucro de cerca de 408 milhões de reais no terceiro trimestre de 2025. Mesmo com o grupo controlador em grave crise, a fintech vinha apresentando desempenho considerado satisfatório até os meses mais recentes, o que sustentava a expectativa de venda da empresa para ajudar a reduzir o endividamento do Master, estimado em cerca de 56 bilhões de reais.

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O que mudou desde então?

Após novembro, a empresa continuou operando, mas enfrentou aumento do endividamento e atrasos em obrigações financeiras, especialmente com a Mastercard. Esse novo cenário levou o Banco Central a concluir que a continuidade da instituição não era mais viável, resultando na decretação da liquidação extrajudicial.

Qual o impacto para o Fundo Garantidor de Créditos?

A liquidação da Will Financeira amplia a pressão sobre o Fundo Garantidor de Créditos. Dados do último balanço indicam que a empresa possuía cerca de 6,5 bilhões de reais em depósitos à vista, valor que deverá ser coberto pelo fundo, dentro dos limites previstos pelas regras de garantia.

O que acontece agora com os clientes?

Com a liquidação extrajudicial, a instituição deixa de operar normalmente, e os mecanismos de proteção aos depositantes são acionados. O processo passa a ser conduzido sob supervisão do Banco Central, enquanto o FGC é responsável por assegurar a devolução dos valores garantidos aos clientes.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Mercado (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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