Depois de muito tempo e de muitas conversas, Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas haviam, finalmente, aberto um canal de diálogo com o STF capaz de abreviar a permanência de Jair Bolsonaro na prisão.
As condições de saúde do capitão, seu silêncio na prisão — indicativo de bom comportamento — e o tempo já cumprido em regime fechado haviam criado condições para uma possível transferência para o regime domiciliar, na avaliação de ministros do STF ouvidos pelo Radar.
A decisão, claro, caberia ao ministro Alexandre de Moraes, relator da trama golpista no Supremo.
Esse cenário de boa vontade mudou completamente desde que Nikolas Ferreira, a pretexto de chamar a atenção de seguidores nas redes, decidiu caminhar de Minas Gerais até Brasília para fustigar o STF retomando o velho debate das condenações dos presos de 8 de janeiro e do próprio Bolsonaro.
Pela lógica reinante no STF, colocar Bolsonaro em casa agora seria dar a Nikolas Ferreira o discurso de que conseguiu acuar a Corte a ponto de colocar o ex-presidente na domiciliar.
“Com aliados desse nível, Bolsonaro não precisa de inimigos”, ironiza um integrante do Supremo.