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Rejeição ainda é o ‘calcanhar de Aquiles’ de Flávio Bolsonaro, aponta pesquisa

Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 21, mostra que a rejeição ao nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é ainda um dos principais problemas para o parlamentar na disputa presidencial deste ano, caso ele seja de fato o representante de Jair Bolsonaro nas urnas. Segundo os dados, 47,4% dos entrevistados disseram que não votariam de jeito nenhum no filho Zero Um do ex-presidente.

Nesse quesito, o senador fica atrás apenas do pai (que tem 50% de rejeição) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (49,7%). Na quarta colocação está Renan Santos (45,6%), do recém fundado partido Missão.

O desempenho é ruim para Flávio, que trava uma queda de braço nos bastidores com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para ser o representante da centro-direita e da direita na disputa contra Lula. Tarcísio tem seis pontos percentuais a menos na região (41,1%), o que pode ser decisivo em uma disputa apertada de segundo turno, como se desenha.

O menos rejeitado da lista é o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad (36,9%).  Aparecem também entre os menos rejeitados da pesquisa os governadores do Paraná, Goiás e São Paulo, respectivamente, Ratinho Jr. (39,9%) e Ronaldo Caiado (40,7%).

Jair Bolsonaro, Lula e Flávio são os mais rejeitados, segundo pesquisa
Jair Bolsonaro, Lula e Flávio são os mais rejeitados, segundo pesquisaAtlas/Bloomberg/Reprodução
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A Atlas/Bloomberg apresentou quatro cenários de intenção de votos para disputa pela Presidência da República de outubro deste ano. No cenário em que Flávio é colocado como o principal candidato do bolsonarismo, sem a opção de Tarcísio, ele conta com 35% das intenções de voto, um aumento de seis pontos percentuais em relação à última pesquisa, feita em dezembro. O parlamentar fica atrás apenas de Lula, que soma 48,8%. No cenário sem Flávio e com Tarcísio no lugar, o governador de São Paulo aparece com 28,4%, enquanto Lula sobe para 48,5%.  A pesquisa ouviu 5.418 pessoas entre os dias 15 e 20 de janeiro. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos.  

O nome de Flávio Bolsonaro foi apontado para disputa presidencial a partir de decisão de Jair Bolsonaro no começo de dezembro do ano passado, o que fez alguns caciques do Centrão se afastarem. Hoje, há possibilidade de candidaturas à direita que podem fragmentar a oposição a Lula na disputa eleitoral.

 

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