O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou na terça-feira, 20, as primeiras visitas a Jair Bolsonaro, além da família, em seu novo endereço: a Papudinha, nome pelo qual são conhecidas as instalações do 19º Batalhão da Polícia Militar em Brasília, no complexo penitenciário da Papuda. Foram autorizados a visitar o ex-presidente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Diego Torres Dourado, e Bruno Scheid, pecuarista que teve livre acesso ao Palácio do Planalto durante o governo Bolsonaro.
Scheid se apresenta como assessor de Bolsonaro e pré-candidato ao Senado por Rondônia, estado onde também é vice-presidente do PL. A relação dele com o ex-presidente não é de hoje: em 2022, foi recebido diversas vezes no Palácio do Planalto e arrecadou doações para a campanha bolsonarista junto a ruralistas. De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, ele chegou a viajar ao menos uma vez no avião presidencial.
Ele diz que, apesar da intenção de se candidatar, não vai rodar o estado enquanto Bolsonaro não estiver livre. “Eu aceitei o convite, entendi o pedido e vou para a campanha, sim mas depois de cumprir o que eu e todos que o amam verdadeiramente prometemos. Ele precisa estar de volta em casa”, escreveu em publicação no Instagram. Em 2022, ele já havia sido cotado para disputar uma vaga à Câmara dos Deputados por Rondônia, mas a candidatura não deslanchou.
Nas redes sociais, ele usa os seus perfis principalmente para compartilhar publicações com fotos do ex-presidente e dos filhos dele, como o ex-vereador Carlos e o senador Flávio, além de críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Seu post mais recente é uma compilação de momentos em que esteve com o ex-presidente, em que diz: “Amigo de verdade não desiste nunca.”