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As duas expectativas opostas em torno do encontro entre Bolsonaro e Tarcísio

A visita que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), irá fazer ao ex-presidente Jair Bolsonaro, na prisão na Papudinha, no complexo penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, na próxima quinta-feira, 22, está movimentando os bastidores políticos e alimentando expectativas variadas sobre o que poderá sair do encontro.

Embora seja a terceira visita que Tarcísio fará ao ex-presidente, será a primeira vez que eles irão se encontrar desde que Bolsonaro confirmou, por meio de uma carta, que o seu candidato à Presidência da República será o seu filho primogênito, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O encontro com o governador foi pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, pela defesa do ex-presidente.

Há duas expectativas circulando no meio político. A primeira é que o ex-presidente possa ter mudado de ideia e decidido apoiar o governador na corrida presidencial. Esse seria o desfecho preferido dos partidos do Centrão, de parte expressiva da direita (como os evangélicos liderados pelo pastor Silas Malafaia) e de setores influentes do empresariado, do agro e do mercado financeiro, que acreditam que o governador tem mais capacidade para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição de outubro.

Outra corrente espera o contrário: que o encontro seja uma espécie de “beijo da morte” de Bolsonaro na candidatura presidencial de Tarcísio. Esse grupo avalia que o ex-presidente deve ter pedido o encontro para dizer ao governador que é fundamental que ele dispute a reeleição em São Paulo e, mais do que isso, que se engaje efetivamente na campanha de Flávio, já que o estado, maior colégio eleitoral do país, é decisivo para alcançar uma vitória na disputa presidencial.

Movimentações de Tarcísio e Michelle

O burburinho nos bastidores foi alimentado especialmente por conta das últimas movimentações de Tarcísio e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que articularam junto a ministros do STF — Gilmar Mendes e o próprio Moraes — para transferir o ex-presidente da cela na Polícia Federal para a Papudinha, cujo espaço consideram mais adequado. A nova postura com os magistrados da Corte — de mais diálogo e menos confronto — também é parte de uma tentativa de conseguir a autorização para prisão domiciliar de Bolsonaro.

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Boa parte do grupo que gostaria de ver Tarcísio como candidato presidencial defende uma saída na qual Michelle seria a candidata a vice-presidente na chapa — com isso, Flávio Bolsonaro teria que sair da corrida ao Palácio do Planalto e voltar novamente a mirar a reeleição ao Senado pelo Rio de Janeiro. Além da visita de Tarcísio, Moraes também autorizou que o ex-presidente receba o irmão de Michelle, Diego Torres Dourado. A ex-primeira-dama pode visitar o presidente diariamente e não precisa de autorização judicial.

A visita do governador está prevista para ocorrer na quinta-feira, entre 8h e 10h.

 

 

 

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