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Em meio a ameaças de Trump, premiê do Canadá diz que ‘apoia firmemente’ Groenlândia

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, disse nesta terça-feira, 20, que “apoia firmemente” a Groenlândia e a Dinamarca. A declaração ocorre em meio à escalada das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tomar a região autônoma administrada pela Dinamarca. O republicano alega que a ilha, rica em recursos naturais, é essencial para a segurança nacional dos EUA.

“O Canadá apoia firmemente a Groenlândia e a Dinamarca e apoia totalmente seu direito exclusivo de determinar o futuro da Groenlândia”, afirmou Carney em discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

“Nosso objetivo é ser ao mesmo tempo íntegros e pragmáticos”, acrescentou ele. “Comprometidos com os princípios fundamentais, a soberania, a integridade territorial, a proibição do uso da força, exceto quando compatível com a Carta da ONU, e o respeito pelos direitos humanos, e pragmáticos ao reconhecer que o progresso é frequentemente gradual, que os interesses divergem e que nem todos os parceiros compartilham todos os nossos valores.”

O premiê também afirmou que o Canadá “se opõe veementemente” às ​​tarifas sobre a Groenlândia e apelou para que os lados privilegiem a via das negociações. No sábado, Trump anunciou que vai impor taxas de 10% sobre as importações da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia a partir de 1º de fevereiro, até que seu governo seja autorizado a comprar a ilha ártica.

Carney reconheceu que as discussões sobre segurança no Ártico sejam legítimas, mas argumentou que “um resultado melhor pode advir de discussões que foram catalisadas de maneira incomum”. Ele apontou que, por exemplo, “a Rússia é, sem dúvida, uma ameaça no Ártico” e que “faz muitas coisas horríveis”, em referência à guerra na Ucrânia, que avança para o seu quarto ano.

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Ameaças à Groenlândia

Trump intensificou suas ameaças contra a Groenlândia nas últimas semanas, afirmando que os Estados Unidos assumiriam o controle do território “de um jeito ou de outro” porque isso seria necessário para a segurança nacional. Ele se recusou a descartar o uso da força militar para tomar a ilha, que é protegida por muitas das medidas oferecidas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), já que a Dinamarca é membro da organização.

O líder americano enviou uma carta ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Store, em que renovou a intenção de tomar o controle da Groenlândia, um território dinamarquês semiautônomo rico em minérios, e também vinculou suas ameaças à ilha no Ártico ao fato de não ter sido laureado com o Nobel da Paz, informou o jornal norueguês VG nesta segunda-feira, 19.

No texto, o presidente americano afirmou que, após não ter ganhado o prêmio distribuído por um instituto norueguês independente, não sente mais necessidade de pensar “apenas em paz”.

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“Considerando que seu país decidiu não me conceder o Prêmio Nobel da Paz por eu ter impedido mais de oito guerras, não me sinto mais obrigado a pensar apenas em paz”, disse Trump, acrescentando que agora pode “pensar no que é bom e apropriado” para os Estados Unidos.

Segundo o VG, a carta foi uma resposta a uma mensagem breve que Store e o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, enviaram ao americano. Trump fez campanha intensa para ganhar o Prêmio da Paz do ano passado, que foi concedido a María Corina Machado, líder da oposição venezuelana. Ela recebeu o prêmio em Oslo no mês passado, mas o dedicou a Trump e, na semana passada, deu-lhe a medalha do Nobel de presente.

 

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