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A piada que circula no PL sobre a candidatura de Eduardo Paes ao governo do Rio

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), admitiu publicamente nesta segunda-feira, 19, o que a classe política fluminense já sabia: ele vai disputar o Palácio Guanabara em 2026. Por enquanto, Paes é o único pré-candidato confirmado na disputa ao governo e lidera com folga as primeiras pesquisas de intenção de voto com mais de quarenta pontos percentuais. Ele tem o apoio do presidente Lula (PT).

Não é a primeira vez que Eduardo Paes tenta voos mais altos no Executivo. Ele disputou o governo do Rio em duas outras ocasiões. Em 2006, na eleição que consagrou Sérgio Cabral, nem chegou ao segundo turno. Em 2018, começou a corrida como favorito, mas em uma reviravolta impulsionada pelo bolsonarismo foi derrotado por Wilson Witzel.

Os adversários se divertem com o histórico. Um cacique do PL no Rio, partido que lidera as articulações para enfrentar Paes em outubro, diz em tom jocoso que, se o prefeito perder mais uma vez, “vai poder pedir música”. A brincadeira é uma referência ao extinto quadro esportivo do Fantástico, da TV Globo, em que craques do futebol podiam escolher canções de sua preferência para embalar o VT quando alcançavam a marca de três gols em uma partida.

Enquanto fazem piada, os líderes do PL não têm sequer candidato definido para enfrentar Paes. O partido do atual governador, Cláudio Castro, e as siglas da base do governo não fecharam um nome para concorrer à sucessão em outubro. O cenário ficou indefinido após a prisão do deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União), que até então era o favorito para liderar a chapa da direita.

Com uma gestão amplamente aprovada na capital, o desafio de Paes agora é melhorar o desempenho no interior e trazer novos partidos para sua aliança. As articulações com os prefeitos e legendas já começaram. O deputado Pedro Paulo, liderança do PSD no Rio, encabeça as conversas. O PL, por sua vez, busca um nome com capilaridade no estado e está convicto que Eduardo Paes saiu na frente porque tem recall, mas pode ser prejudicado pela rejeição pessoal e até pelo apoio de Lula – o presidente perdeu para Jair Bolsonaro no Rio no segundo turno das eleições de 2022. Já para uma aliada do atual prefeito, por enquanto, “o céu é de brigadeiro”.

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