Em início de ano de Copa do Mundo, é natural que se preste atenção em jogadores que vão muito bem, obrigado, e os que exigem atenção. Copa, nem é preciso sublinhar, depende muito do momento de carreira. Carlo Ancelotti sabe ter apenas duas partidas, na próxima Data Fifa, em março, para então fechar o grupo que estará no torneio dos Estados Unidos, México e Canadá. Serão partidas duras, contra França (em 26 de março, em Londres) e Croácia (em 31 de março). Saiba, a seguir, os três atletas que estão em baixa e os três que estão em alta.
EM BAIXA
VINICIUS JR.

O nome mais evidente, entre os que atravessam fase ruim, é o do atacante do Real Madrid. Vinicius Jr., é verdade, nunca teve na seleção desempenho tão bom quanto na equipe merengue, escolhido como o melhor do mundo em 2024 – a novidade é que agora ele também vai mal na equipe madrilhena. As vaias se tornaram frequentes – mesmo quando tem alguns rápidos flashes de qualidade, como o golaço contra o Barcelona, na final da Supercopa da Espanha, apesar da vitória do time catalão. O ambiente está tão pesado, para o brasileiro, que até mesmo Mbappé tratou de defendê-lo (e convém lembrar que a chegada do francês é que o pôs no acostamento, digamos assim).
Na segunda-feira, 19, antes da partida desta terça-feira contra o Monaco, pela Champions League, Mbappé saiu em defesa do camisa 7, que apanha também da imprensa especializada. “Entendo as vaias. Antes de ser jogador, eu era um jovem torcedor e, quando não estava contente, criticava e vaiava. É normal quando as coisas não estão funcionando”, disse o craque francês. “O que eu não gostei foi que, se vão vaiar, que vaiem todo o elenco. Quando erramos, erramos como equipe. Claro que não é culpa do Vini. É culpa de todo o elenco”. Um ponto fundamental, quando se tem em vista a Copa do Mundo: o treinador Carlo Ancelotti gosta de Vinicius Jr.
ESTEVÃO

Soa estranho ter o nome do ex-palmeirense na lista de quem não está lá muito bem, sobretudo quando se lembra do excelente início do atacante com a camisa do Chelsea, da Inglaterra. Mas a joia anda em período de adaptação. Ele foi decisivo na vitória contra o Liverpool, com um gol no fim da partida, e marcou três vezes na Champions, inclusive contra o Barcelona. Mas há um fato incontestável: não tem rendido nos últimos jogos. Contra o Manchester City, anulado pela marcação, saiu no intervalo. Para um atleta muito jovem, ainda em formação, é momento complicado. Não há como negar, contudo, a esperança que representa.
RICHARLISON

Sejamos claros: o atacante do Tottenham não é um craque, embora possa ser decisivo. Camisa 9 do Brasil na Copa do Mundo de 2022, teve no Catar instantes de brilho – ou de aplaudido oportunismo, especialmente no belo gol de voleio contra a Sérvia, o mais bonito do torneio, para muitos. De lá para cá, contudo, viveu em permanente montanha russa. O “Pombo”, como é apelidado, teve ótimo início de temporada na Premier League, marcou sete vezes, mas desde dezembro sumiu do mapa. Tem apreço e confiança de Ancelotti, mas convém ficar atento.
EM ALTA
CASEMIRO

O treinador Carlo Ancelotti não tem dúvida: para ele, é Casemiro e outros dez, mesmo que o volante do Manchester United estivesse mal. Mas está bem, muito bem. Ele foi decisivo na vitória do United por 2 a 0 contra o Manchester City, em partida da Premier League. “Magnífico”, pôs em manchete um jornal inglês, ao celebrar o modo como anulou o goleador norueguês Haaland. É o quem enfim, Ancelotti deseja dele. O ex-são paulino vive instante fundamental. Com contrato válido até junho de 2026, chegou a ser especulado até pelo Palmeiras, mas tudo indica renovação de contrato.
GABRIEL MARTINELLI

A vida é dura. O atacante do Arsenal foi criticado pelos torcedores dos Gunners na partida de ida da semifinal da Copa da Liga Inglesa, mesmo com a vitória por 3 a 2 contra o Chelsea. Sim, ele andou sumido de campo. Mas convém lembrar com ênfase – e por isso é preciso deixar claro que ele atravessa ótimo momento – dos três gols marcados contra o Portsmouth, da segunda divisão (ok, ok) pela Copa da Inglaterra.
RODRYGO

Queridinho de Ancelotti no tempo do Real Madrid, em razão, o ex-atacante do Santos foi posto no banco quando o treinador era Xabi Alonso. A demissão do ídolo espanhol representou oxigênio para Rodrygo. Tem feito boas partidas, quando entra, com ótima movimentação. Como é jogador que depende de confiança, pode-se dizer que pediu passagem, novamente, na equipe titular canarinho.