counter Sob críticas generalizadas, Reino Unido aprova ‘megaembaixada’ da China em Londres – Forsething

Sob críticas generalizadas, Reino Unido aprova ‘megaembaixada’ da China em Londres

O governo britânico aprovou nesta terça-feira, 20, a construção da maior embaixada da China na Europa, em Londres, em meio a alertas de críticos sobre a possibilidade do edifício diplomático ser usado como uma base de espionagem. O plano estava paralisado há três anos devido à oposição de moradores, legisladores e ativistas pró-democracia de Hong Kong no Reino Unido. A nova embaixada será alocada no histórico complexo de prédios Royal Mint Court.

O sinal verde ocorre após chefes da inteligência britânica constatarem que os riscos à segurança nacional poderiam ser controlados. Na decisão, o secretário de Estado para as Comunidades do Reino Unido, Steve Reed, salientou que “objeções éticas ou similares à instalação de uma embaixada para um país específico não podem ser consideradas um fator relevante no planejamento”. Ele também informou que o Ministério do Interior, Ministério das Relações Exteriores, a polícia e as agências de inteligência MI5 e MI6 não se opuseram à iniciativa.

“Nenhum órgão responsável pela segurança nacional, incluindo o Ministério do Interior e o Ministério das Relações Exteriores, manifestou preocupação ou se opôs à proposta com base na proximidade dos cabos ou de outras infraestruturas subterrâneas”, continuou ele, que também informou que a China concordou em consolidar sete instalações diplomáticas em uma só, facilitando o monitoramento.

O governo também publicou uma carta conjunta de dois importantes oficiais de espionagem, Ken McCallum, chefe do MI5, e Anne Keast-Butler, chefe do Government Communications Headquarters (GCHQ), serviço de inteligência britânico voltado para atividades relacionadas à comunicação. No texto, eles ponderaram que “não é realista esperar eliminar completamente todos os riscos potenciais”, mas que conseguiram “formular um pacote de medidas de mitigação de segurança nacional” com apoio “especializado, profissional e proporcional”.

+ Primeiro-ministro britânico diz que guerra comercial com Trump ‘não interessa a ninguém’

Críticas da oposição

Em resposta, a secretária-sombra dos Negócios Estrangeiros, Priti Patel, cujo cargo consiste em monitorar as decisões do governo, acusou o -primeiro-ministro Keir Starmer de uma “vergonhosa rendição da superembaixada”, acrescentando que ele estava dando ao presidente chinês, Xi Jinping, “o que ele quer: um colossal centro de espionagem no coração da nossa capital”. Ela foi acompanhada pelo ex-líder do Partido Conservador e co-presidente da Aliança Interparlamentar sobre a China, Iain Duncan Smith.

Continua após a publicidade

“Esta é uma decisão terrível que ignora a brutalidade abominável do Partido Comunista Chinês, que pratica trabalho forçado em seu próprio território, espiona o Reino Unido e usa ataques cibernéticos para prejudicar nossa segurança interna”, disse ele.

Enquanto isso, os moradores vizinhos ao local sinalizaram que solicitariam uma revisão judicial caso consigam arrecadar £145.000 (mais de R$ 1 milhão) para financiar a representação legal. Mark Nygate, tesoureiro da associação de moradores do Royal Mint Court, adiantou que eles “estão determinados a continuar lutando contra a decisão de hoje”.

Publicidade

About admin