Meghan Markle entrou na onda de um movimento das redes sociais sobre comparar 2026 a 2016. Ao aderir à trend nostálgica do Instagram, porém, a duquesa de Sussex gerou polêmica ao postar um vídeo atual, em preto e branco, em que aparece dançando no jardim enquanto o príncipe Harry a observa. O detalhe doméstico — e simbólico — é que as imagens foram gravadas pela filha caçula do casal, Lilibet, de quatro anos.
Um retrato de família, de presente, de leveza e aparentemente inocente, se não tivesse ganhado outra camada ao ser dissecado sob lentes menos românticas. A especialista em leitura corporal Traci Brown, em análise publicada pelo site Radar Online, sugeriu que a “rigidez” de Harry e o desencontro de energia entre os dois poderiam indicar constrangimento — e até um sinal de crise no relacionamento. Segundo ela, Meghan se move em direção ao marido com empolgação evidente, mãos erguidas, enquanto ele permanece mais contido, com os pés praticamente imóveis. “Eles parecem estar em páginas diferentes”, avaliou.
A mesma análise, porém, reconhece uma mudança de tom logo depois: Harry puxa Meghan para perto, os corpos se alinham, as testas se encostam. Não há espaço entre eles — um gesto clássico de proximidade e intimidade. Ainda assim, a leitura fria do movimento contrastou com a intenção calorosa do post, transformando nostalgia em ruído.
Nostalgia como afirmação
Na sequência do carrossel, Meghan volta a 2016 com uma imagem de Botsuana, registrada durante a viagem que marcou o terceiro encontro do casal. Os dois aparecem abraçados, com os pés na água, cercados pela paisagem africana. Um tempo em que o amor existia sem legenda, sem análise de especialistas, sem tribunal digital.
“Quando 2026 parece exatamente como 2016… você precisava estar lá”, escreveu Meghan. A frase soa quase como uma defesa silenciosa. Não se trata de negar o presente, mas de reafirmar a origem em um mundo que interpreta cada gesto, cada frame e cada silêncio. Meghan parece usar a nostalgia como abrigo e como narrativa de continuidade.
O curioso é que, quanto mais Meghan tenta mostrar a normalidade do agora — dançar no jardim, compartilhar momentos filmados pelos filhos —, mais esses instantes são confrontados com expectativas externas. No dia seguinte ao post, outro vídeo do casal gerou críticas nas redes, desta vez por uma suposta “mão boba” de Harry. O que antes seria apenas um gesto íntimo passou a ser combustível para teorias da conspiração.
Casados desde 2018, afastados da realeza desde 2020 e vivendo em Montecito, na Califórnia, Meghan e Harry seguem criando Archie, de seis anos, e Lilibet sob observação constante. Ao encerrar 2025 com uma edição especial de “With Love, Meghan”, na Netflix, ela reforçou uma imagem de lar, afeto e ritual — da cozinha às conversas profundas.
Talvez seja justamente isso que faça 2026 parecer 2016 para Meghan Markle. Não porque tudo seja igual, mas porque, em meio ao barulho, ela insiste em revisitar o lugar onde tudo começou. A nostalgia aqui é afirmação. Um lembrete de que, antes das leituras corporais e das manchetes apressadas, existia apenas um casal, uma dança improvisada e a sensação rara de estar exatamente onde se deveria estar.
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