A escalada de críticas do ex-ministro José Dirceu ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tornou-se um dos movimentos mais visíveis do PT no pré-campo eleitoral paulista. Levantamento citado no Ponto de Vista mostra que mais de um terço das publicações recentes de Dirceu nas redes sociais é dedicado a atacar a gestão estadual, sinalizando uma estratégia de confronto direto (este texto é um resumo do vídeo acima).
O tema foi analisado no programa apresentado por Laísa Dall’Agnol, em entrevista com o cientista político Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice. Para ele, a ofensiva reflete menos o peso individual de Dirceu e mais uma estratégia ampla do partido para tentar reduzir a vantagem do governador paulista.
O que motivou a nova investida de José Dirceu?
Em vídeo recente, Dirceu acusou páginas de fofoca de disseminarem conteúdos elogiosos ao governo paulista, classificando a prática como campanha antecipada e fraudulenta. Sem apresentar provas, insinuou ainda o uso de recursos públicos para patrocinar essas páginas. As declarações reforçam uma linha de ataque que vem sendo adotada há meses pelo ex-ministro contra Tarcísio.
Qual é o papel de Dirceu no xadrez do PT?
No entorno petista, a expectativa é que Dirceu seja candidato a deputado federal e atue como puxador de votos. Ao mesmo tempo, seu histórico político, marcado pelo envolvimento no escândalo do mensalão, provoca divergências internas sobre o quanto sua atuação ajuda ou atrapalha a estratégia eleitoral do partido em São Paulo e no plano nacional.
Dirceu ajuda ou atrapalha a reeleição de Lula?
Na avaliação de Noronha, o impacto tende a ser neutro. “A força do Lula na campanha é a força dele”, afirmou. Para o analista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva depende menos de figuras individuais e mais da capacidade de montar palanques robustos em estados-chave, especialmente São Paulo e Minas Gerais.
Por que São Paulo é central para o Planalto?
São Paulo é considerado estratégico para a campanha presidencial, mas o PT ainda não definiu um nome competitivo para enfrentar Tarcísio no estado. Entre as possibilidades citadas nos bastidores estão Fernando Haddad, que nega interesse em concorrer, Geraldo Alckmin, e Alexandre Padilha. O objetivo é construir um palanque capaz de impulsionar Lula.
Outras apostas podem reforçar o palanque paulista?
Noronha mencionou também a possibilidade de o PT pressionar Marina Silva a retornar à legenda e até disputar uma vaga no Senado por São Paulo. A presença de um nome nacional de peso poderia ajudar a ampliar o alcance da campanha presidencial no estado.
Por que Tarcísio virou o principal alvo?
Para o cientista político, Tarcísio é hoje o adversário mais forte do PT em São Paulo e favorito à reeleição. Por isso, o partido concentra esforços em desgastá-lo politicamente, buscando criar embates que possam reduzir sua vantagem e, indiretamente, favorecer Lula na disputa presidencial.
A estratégia pode dar resultado?
Noronha avalia que a tarefa não será simples. Ainda assim, o PT pretende mobilizar todas as suas forças para confrontar o governador paulista. “Tudo que o PT está fazendo no estado tem como alvo o Tarcísio”, afirmou, destacando que a rivalização é vista como condição necessária para tentar equilibrar o jogo eleitoral em 2026.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.