A Justiça Federal arquivou um inquérito policial aberto contra Emílio Surita pelo suposto crime de homofobia contra Marcelo Cosme. O caso se refere a comentários feitos pelo apresentador do programa Pânico, da Jovem Pan, em 2024, imitando trejeitos do âncora da GloboNews, que é assumidamente gay.
Há algumas semanas, o Ministério Público apresentou um pedido de arquivamento por considerar que Surita não zombou da orientação sexual do jornalista. O pedido foi acatado pela juíza Natalia Luchini, que entendeu que o comentário não apresentou dolo específico exibido pelo tipo penal. “Com efeito, para configuração do tipo penal descrito no artigo 2º-A da Lei nº 7.716/1989, é necessária a incondicional presença do elemento subjetivo: o dolo específico, o qual consiste na específica finalidade de atingir a honra subjetiva do ofendido em razão de raça, ou, no caso dos autos, orientação sexual”, informou na decisão.
Exibida na Jovem Pan News e no YouTube, a piada de Emílio utilizou um tom de deboche sobre como Marcelo se expressa. “Eu vou assim bem gostosamente, no passo assim, bem Caetano Veloso, bem GloboNews. Bem solto… Muito solto”, disse o apresentador, fazendo uma imitação. A situação teve ampla repercussão, o que levou a emissora a se desculpar pelo ocorrido. “O programa fez uma brincadeira muito infeliz citando o nome de Marcelo Cosme. Todavia, a atração não teve nenhuma intenção de discriminar o profissional em questão”, declarou.