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A fruta que pode ser a maior prejudicada pelo acordo Mercosul-União Europeia

A redução gradual de tarifas para frutas brasileiras exportadas à União Europeia foi tema central do programa Mercado, apresentado por Veruska Donato. Com base em dados preparados com apoio da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas (Abrafrutas), o programa mostrou como o acordo entre Mercosul e União Europeia pode alterar o cenário do comércio agrícola. E já preocupa os produtores de maçã. A convidada foi Valeska de Oliveira Ciré, country manager da IFPA, associação internacional que representa o setor de produtos frescos (este texto é um resumo do vídeo acima).

Segundo os dados apresentados, a uva terá redução imediata de 11% na tarifa de entrada no mercado europeu. O abacate zerará a tarifa de 4% em até quatro anos, enquanto limão e lima, hoje taxados em 14%, terão redução gradual até zerar em sete anos. Melão e melancia seguem a mesma lógica, com tarifa de 9% eliminada em até sete anos. Já a maçã terá a tarifa de 10% extinta em um período de até dez anos.

Por que o acordo é considerado um avanço histórico?

Valeska destacou que o entendimento encerra um ciclo de 25 anos de negociações e envolve um mercado potencial de mais de 720 milhões de consumidores. Só a Europa concentra cerca de 450 milhões, enquanto a América do Sul soma aproximadamente 270 milhões. Para ela, a definição de uma estrutura clara de redução tarifária representa um avanço concreto para o setor de frutas, flores, legumes e verduras.

Como o Brasil se posiciona nesse mercado?

De acordo com a representante da IFPA, o Brasil é o terceiro maior produtor de frutas do mundo, atrás apenas de China e Índia. A União Europeia já é o principal destino das exportações brasileiras do setor, e o acordo tende a ampliar essa participação. A redução das tarifas, segundo Valeska, corrige um desalinhamento histórico em relação a países como Peru e Colômbia, colocando os exportadores em um patamar mais equilibrado de competitividade.

Quais regiões e culturas devem ser mais beneficiadas?

O impacto positivo deve ser mais visível nas frutas tropicais. Regiões como o Vale do São Francisco e polos produtores de melão e melancia no Rio Grande do Norte e no Ceará ganham destaque. Também há reflexos para o abacate em São Paulo, o mamão no Espírito Santo e outras cadeias espalhadas pelo país, fortalecendo tanto produtores quanto exportadores.

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Existem setores que veem o acordo com cautela?

Apesar do otimismo geral, Valeska ressaltou que o Brasil é diverso e que nem todas as culturas reagem da mesma forma ao acordo. A maçã foi citada como exemplo de produto que desperta maior atenção, já que o Brasil e a Europa são grandes produtores. Nesse caso, o receio está na concorrência direta e nos ajustes necessários para equilibrar oferta e demanda.

Por que a maçã exige atenção especial?

A executiva explicou que há diferenças de variedades e janelas de produção. No Brasil, a colheita da maçã ocorre principalmente entre fevereiro e abril, enquanto países europeus como Polônia e França também têm produção expressiva. A abertura comercial pode estimular a busca por novos mercados, inclusive o brasileiro, o que exige acompanhamento atento dos produtores nacionais.

O acordo já começa a valer?

Valeska lembrou que, apesar da assinatura, o texto ainda precisa ser aprovado pelos parlamentos dos países envolvidos. Até lá, o setor produtivo acompanha o processo com atenção para garantir que os benefícios prometidos se concretizem. O objetivo, segundo ela, é transformar a redução tarifária em ganhos reais de competitividade, com produtos brasileiros chegando em melhores condições à mesa do consumidor europeu.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Mercado (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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