counter Juros altos travam crédito para oito em cada dez indústrias, diz CNI – Forsething

Juros altos travam crédito para oito em cada dez indústrias, diz CNI

Os juros elevados seguem como o principal obstáculo para acesso ao crédito para a indústria brasileira. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que oito em cada dez empresas industriais que enfrentaram dificuldade para obter crédito de curto ou médio prazo apontam o custo financeiro como o maior obstáculo. O levantamento teve a participação de mais de 1700 pequenas, médias e grandes indústrias.

No crédito de longo prazo, 71% dos empresários que relataram dificuldades  também citam os juros como principal problema. A exigência de garantias reais aparece em segundo lugar, mencionada por cerca de um terço das empresas, seguida pela falta de linhas de financiamento adequadas às necessidades do setor. “Esse é um dado importante porque mostra um desalinhamento entre o que está sendo ofertado e a real necessidade dessas empresas por crédito”, diz  Maria Virgínia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI, sobre a pesquisa.

A pesquisa também indica queda na demanda por crédito em um ambiente de política monetária restritiva. Nos seis meses anteriores ao levantamento, 54% das empresas não buscaram contratar ou renovar crédito de longo prazo, enquanto 49% deixaram de procurar financiamento de curto ou médio prazo.

O crédito mais caro desincentiva o investimento em expansão da capacidade produtiva e em inovação. Com isso, a indústria perde competitividade”, dizMaria Virgínia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI. 

Crédito barrado

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Entre as companhias que tentaram acessar recursos, quase um terço não conseguiu êxito no crédito de longo prazo, e cerca de um quinto teve pedidos negados no curto ou médio prazo, com maior frustração entre médias empresas.

As condições de acesso também pioraram para parte do setor. Entre fevereiro e julho de 2025, 35% das empresas que renovaram crédito de curto ou médio prazo avaliaram que as condições ficaram piores ou muito piores. No crédito de longo prazo, esse percentual foi de 33%. Para quase metade das empresas, porém, as condições permaneceram semelhantes.

Risco sacado 

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O levantamento também mostra que o risco sacado, que funciona como antecipação de recebíveis ainda é pouco utilizado pela indústria. Apenas 13% das empresas afirmaram ter contratado esse tipo de operação nos 12 meses anteriores à pesquisa, enquanto 5% disseram ter intenção de recorrer ao instrumento no ano seguinte.

Em contrapartida, 54% declararam não ter utilizado nem pretender utilizar essa modalidade, e 29% não souberam ou preferiram não responder, o que indica baixa familiaridade do setor com esse tipo de crédito.

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