Após o trabalho em O Advogado de Deus, ainda sem data de estreia, Eucir de Souza foi convidado por Wagner de Assis para fazer parte do elenco de Emmanuel, nova produção do cineasta focada na vida do mentor de Chico Xavier. No longa, o ator será Pilatos, responsável pelo julgamento e condenação de Jesus. Ao longo das gravações, por conta da temática e história do personagem, alguns desafios profissionais e emocionais sugiram na vida do ator.
Apesar de ser baseada em personagens que realmente existiram, o filme é focado em transcrições de Xavier. “A gente sente essa camada espiritual. Em muitos momentos, sinto que não estou exatamente escolhendo a emoção ou as minhas intenções. Às vezes parece que elas vêm também de uma forma mais intuitiva. Eu achava que na cena de hoje, não teria muita emoção, mas hoje foi bem forte”, refletiu ele, no intervalo da gravação.
Eucir já interpretou diversos vilões ao longo da carreira, e diz que gosta de fazer cenas agressivas, mas garante que a personalidade no cinema não reflete na vida real. “Eu não mato nem barata em casa, é totalmente diferente. As cenas de agressão são muito técnicas. O ideal é ensaiar até que aquilo se torne uma coreografia, que você nem pense naquela ação para fazer. Geralmente, eu viajo, quando estou na cena, estou matando mesmo, estou morrendo mesmo”.
Durante as gravações, é difícil que tudo saia como planejado. São inúmeras as possibilidades do que pode dar errado. Eucir relembra que, em Emmanuel, tropeçou diversas vezes e até chegou a machucar o pé. “Essa sandália não para no meu pé; toda vez que põe, ela arrebenta. Ela foi para o sapateiro umas quatro vezes”, brinca.