Em comunicado conjunto, os bancos informaram neste sábado, 17 que foi concluída a revisão da metodologia de ressarcimento dos custos de atendimento do crédito consignado ao INSS. Não há alteração nas regras para aposentados e pensionistas.
O processo, segundo as instituições financeiras, foi conduzido entre 2023 e 2025 para tornar o cálculo mais alinhado aos custos efetivos do órgão. Com a mudança, o crédito consignado continua igual para o beneficiário, mas os bancos passam a dividir a conta para o INSS de uma outra forma.
De acordo com o comunicado, divulgado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), a nova metodologia foi definida após debates técnicos entre o INSS. Pelo novo modelo, o ressarcimento continuará sendo feito diretamente pelas instituições financeiras, com divisão proporcional à participação de cada banco na carteira de crédito consignado do INSS. Na prática, quem concentra maior volume de operações de consignado arcará com parcela maior do custo.
Ainda segundo as instituições, o ressarcimento cobre despesas com atendimento a aposentados, pensionistas e segurados, incluindo canais de atendimento, processos operacionais, controles internos, segurança e o suporte às operações de crédito consignado.
“A nova metodologia reforça o compromisso das instituições financeiras e do INSS com a transparência, a adequada mensuração de custos e a sustentabilidade do modelo de atendimento aos beneficiários que utilizam o crédito consignado”, afirmam os bancos no comunicado.