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Mãe de filho de Musk processa empresa de IA do bilionário por montagens sexualizadas

Ashley St. Clair, mãe de um dos filhos de Elon Musk, entrou com um processo na última quinta-feira, 15, contra a xAI, empresa de inteligência artificial (IA) do bilionário, que é dono da SpaceX, Tesla e da rede social X.

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Segundo St. Clair, o Grok, chatbot de IA do X, permitiu a criação de montagens de cunho sexual com o seu rosto, causando “humilhação e sofrimento emocional”. Ela afirma que usuários usaram a ferramenta para gerar imagens falsas que incluem poses sexualizadas e que trocaram a roupa que vestia por uma biquíni com suásticas desenhadas.

+ Reino Unido abre investigação contra o X por imagens sexuais geradas por IA

Ela pede uma indenização de valor não divulgado por danos morais e outras alegações, além de uma ordem judicial para que a xAI seja impedida de permitir novas criações de deepfakes. O termo se refere a uma técnica que permite alterar um vídeo ou foto e colocar o rosto de outra pessoa no lugar da face de quem está em cena ou até mesmo modificar o que é falado em uma gravação. 

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No processo, St. Clair afirma que denunciou as montagems ao X e que a plataforma teria respondido inicialmente que as imagens não violavam suas políticas. Em seguida, afirmou, a empresa prometeu impedir o uso ou a alteração de imagens dela sem consentimento.

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Apesar disso, a mãe do filho de Musk diz que a rede social retaliou contra ela ao cancelar sua assinatura premium e retirar seu selo de verificação, o que a impediu de monetizar sua conta, que tem cerca de 1 milhão de seguidores, segundo a Associated Press. Ela também afirma que as imagens falsas continuaram sendo publicadas.

Pressão internacional

O tema vem gerando polêmica. Nesta semana, o órgão regulador de mídia do Reino Unido (Ofcom, na sigla em inglês) iniciou uma investigação sobre oX, sob a Lei de Segurança Online. O objetivo da medida é determinar se a empresa cumpriu as suas obrigações de proteger os cidadãos britânicos de conteúdos ilegais no país.

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“As notícias de que o Grok está sendo usado para criar e compartilhar imagens íntimas ilegais sem consentimento e material de abuso sexual infantil no X são profundamente preocupantes”, afirmou um porta-voz do Ofcom em um comunicado oficial publicado no site do órgão. De acordo com o texto, a autoridade fiscalizadora não hesitará em investigar casos de empresas que não estejam cumprindo sua obrigação de proteger cidadãos britânicos de conteúdos ilegais.

No final de semana passado, Malásia e Indonésia se tornaram os dois primeiros países a proibir acesso ao Grok, por motivos semelhantes.

“O governo considera os deepfakes sexuais não consensuais uma grave violação dos direitos humanos, da dignidade e da segurança dos cidadãos no espaço digital”, afirmou o ministro das Comunicações e Assuntos Digitais da Indonésia, Meutya Hafid, em comunicado divulgado no sábado.

Questionado sobre a investigação, o X replicou uma declaração anterior na qual afirmava tomar medidas contra esse tipo de uso da ferramenta Grok. Segundo a afirmação prévia, o material de abuso sexual infantil e as imagens íntimas criadas sem consentimento são removidas da plataforma e as contas que as fizeram são permanentemente banidas. “Qualquer pessoa que utilize ou incentive o Grok a criar conteúdo ilegal sofrerá as mesmas consequências que quem fizer o upload de conteúdo ilegal”, afirmou a rede social.

Musk publicou uma mensagem na plataforma no sábado 10 dizendo que, ao focar no Grok e no X, o governo britânico “simplesmente quer suprimir a liberdade de expressão”.

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No entanto, a ministra da Tecnologia, Liz Kendall, afirmou que não se tratava disso. Ela anunciou nesta semana, durante uma sessão no Parlamento inglês, que uma nova lei que proíbe a criação de imagens íntimas sem consentimento entrará em vigor. Na ocasião, ela também informou que quer tornar ilegal a disponibilização de ferramentas projetadas para criar deepfakes nas redes sociais

“Trata-se de defender os valores britânicos básicos de decência e respeito, de garantir que os padrões que esperamos fora da internet sejam mantidos online e de exercer nosso poder soberano”, disse ela aos legisladores. 

Segundo a legislação, as plataformas tecnológicas devem impedir que os usuários britânicos se deparem com conteúdo ilegal online. Além disso, a remoção desse tipo de publicação é de obrigação dessas empresas.

Após as ações iniciais contra sites pornográficos que não possuíam uma ferramenta eficaz de verificação de idade, o caso Grok provavelmente será o primeiro grande teste da Lei de Segurança Online do Reino Unido. A norma, que foi promulgada em 2023, vem sendo implementada em etapas pela Ofcom.

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