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Nova pesquisa Quaest: economistas alertam para o fator que deve definir as eleições

A mais recente rodada de pesquisas eleitorais para 2026, analisada por economistas e gestores de mercado, reforça um diagnóstico já conhecido em Brasília e na Faria Lima: a corrida presidencial caminha, mais uma vez, para uma disputa dominada pela rejeição — e não pela adesão a projetos claros de país (este texto é um resumo do vídeo acima).

Os dados revelam movimentos relevantes no humor do eleitorado e ajudam a entender por que o mercado financeiro segue sem apostar fichas definitivas em nenhum nome, apesar de enxergar sinais marginais positivos no campo da centro-direita.

O que mudou na rejeição dos principais nomes?

Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, a rejeição ao presidente Lula cresceu cinco pontos percentuais, passando de 49% para 54% entre eleitores que dizem conhecê-lo e não votar nele de forma alguma. O dado reforça a leitura de que, apesar de liderar cenários de intenção de voto, o petista enfrenta um teto eleitoral elevado.

No campo da oposição, o senador Flávio Bolsonaro apresentou movimento inverso: sua rejeição caiu de 60% (em dezembro de 2025) para 55%. A redução é considerada relevante por analistas porque amplia, ao menos em tese, o espaço de crescimento do candidato — especialmente diante de um contingente ainda expressivo de eleitores que dizem não conhecê-lo bem.

Já o governador paulista Tarcísio de Freitas registrou o avanço mais acentuado no índice negativo. Sua rejeição saltou de 32% para 43% (de janeiro de 2025 a janeiro de 2026), movimento que acendeu alertas entre investidores que veem no ex-ministro um nome mais palatável ao centro político e ao mercado.

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Como o mercado interpretou os números?

Para economistas, a leitura inicial da pesquisa foi “marginalmente positiva” para a centro-direita, sobretudo pela queda na rejeição de Flávio Bolsonaro. O dado, isoladamente, não muda o cenário, mas sinaliza que o senador ganhou algum espaço para ampliar seu teto eleitoral — algo essencial em uma disputa marcada por polarização extrema.

Ainda assim, a avaliação predominante é de cautela. O mercado financeiro segue mais atento à rejeição do que à intenção de voto bruta, especialmente em um ambiente em que a eleição tende a ser decidida no segundo turno por veto ao adversário.

Por que a agenda internacional pesou mais que a pesquisa?

Apesar do interesse nos números eleitorais, gestores avaliam que fatores externos continuam tendo peso maior no curto prazo. A escalada de tensões envolvendo decisões do governo americano, disputas geopolíticas no Oriente Médio, incertezas sobre política monetária nos Estados Unidos e ruídos no sistema financeiro internacional acabam diluindo o impacto imediato da pesquisa sobre ativos brasileiros.

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Na prática, a leitura é de que o mercado “coloca tudo no liquidificador”: cenário eleitoral, riscos fiscais domésticos e instabilidade externa são analisados em conjunto, sem que um único fator dite o humor do dia.

O que o mercado ainda quer ver antes de reagir?

Para investidores, o cenário segue incompleto. No caso de Flávio Bolsonaro, persistem dúvidas sobre a capacidade de consolidar apoios políticos, montar uma equipe econômica crível e indicar alianças que reduzam sua rejeição estrutural.

No campo governista, o mercado observa com atenção a condução da política fiscal e os sinais de que o Planalto pode levar temas da política externa — especialmente ligados à Venezuela e a regimes autoritários — para o centro da campanha, o que tende a ampliar resistências.

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Até que essas peças se encaixem, a avaliação é clara: a eleição de 2026 seguirá sendo lida menos como uma escolha de projeto e mais como um embate de rejeições — um cenário que explica por que o mercado permanece em compasso de espera.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Mercado (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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