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Flávio Bolsonaro supera Tarcísio em pesquisa, mas o mercado está atento a um outro número

A mais recente pesquisa Genial/Qauest, divulgada nesta quarta-feira, reforçou um diagnóstico que já circula nos bastidores do mercado financeiro: a eleição presidencial de 2026 caminha, mais uma vez, para um confronto marcado menos por propostas e mais pela rejeição aos principais nomes do tabuleiro político (este texto é um resumo do vídeo acima).

Nos cenários estimulados de primeiro e segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece à frente de todos os adversários testados. À direita, o senador Flávio Bolsonaro surge numericamente melhor posicionado que o governador Tarcísio de Freitas no primeiro turno — mas enfrenta maior resistência entre eleitores e investidores.

O que a pesquisa revela sobre o favoritismo de Lula?

O levantamento indica que Lula lidera todos os cenários de primeiro turno e venceria também no segundo turno contra os principais nomes da direita. Em uma eventual disputa direta com Tarcísio, a diferença é de cerca de cinco pontos percentuais. Contra Flávio Bolsonaro, a vantagem sobe levemente.

Para o mercado, o dado mais relevante não é apenas a liderança do presidente, mas o fato de que, mesmo com desgaste fiscal e avaliação negativa da política econômica, Lula segue competitivo graças à fragmentação da oposição.

Por que o mercado prefere candidatos da oposição?

Segundo Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, a preferência do mercado por nomes da oposição está diretamente ligada à política fiscal. O atual governo adota uma postura expansionista, com crescimento acelerado da dívida pública e dificuldades para estabilizar a relação dívida/PIB.

Relatórios recentes do Tesouro indicam que a dívida bruta pode ultrapassar 85% do PIB já em 2027, cenário que preocupa investidores diante de juros reais elevados e inflação resistente. “O mercado busca candidatos que sinalizem compromisso com ajuste fiscal e controle da dívida”, resume Perri.

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Flávio Bolsonaro cresce, mas até onde consegue ir?

A pesquisa mostra Flávio Bolsonaro performando melhor que Tarcísio no primeiro turno, impulsionado pelo recall do sobrenome Bolsonaro e pela condição de candidato oficialmente lançado. Para parte do mercado, isso explica o desempenho inicial.

O problema está no teto. Flávio carrega uma rejeição elevada — próxima de 60% em levantamentos recentes — que limita sua capacidade de crescimento no segundo turno. “O desafio central do Flávio é reduzir a rejeição ao sobrenome Bolsonaro”, avalia Perri.

Por que Tarcísio ainda é visto como alternativa mais viável?

Embora apareça atrás de Flávio no primeiro turno, Tarcísio de Freitas segue sendo visto por investidores como o nome mais competitivo contra Lula em um eventual segundo turno. O motivo principal é a menor rejeição e a capacidade de dialogar com eleitores de centro.

Além disso, sua gestão em São Paulo reforça a imagem de responsabilidade fiscal e pragmatismo administrativo — atributos valorizados pelo mercado em um cenário de deterioração das contas públicas federais.

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A eleição tende a repetir 2022?

Na avaliação de Felipe Cima, da Manchester Investimentos, o risco é claro: a eleição de 2026 pode repetir a lógica do pleito anterior, definida mais pela rejeição do que pela adesão a projetos.

“O confronto Lula versus Bolsonaro — ou um Bolsonaro — tende a favorecer o incumbente, justamente porque ativa rejeições cruzadas”, afirma. Nesse cenário, nomes menos polarizadores ganham força não por entusiasmo, mas por serem vistos como “menos rejeitados”.

O que realmente vai decidir a disputa?

Para o mercado, dois temas devem dominar o debate eleitoral: ajuste fiscal e segurança pública. A partir de 2027, os gastos obrigatórios tendem a engessar quase totalmente o orçamento, tornando inevitável uma discussão dura sobre despesas, impostos e reformas.

Quem conseguir convencer o eleitor de que tem condições políticas de enfrentar esse cenário — sem carregar rejeição excessiva — largará em vantagem. Por ora, a pesquisa indica que Lula lidera, mas o jogo segue aberto, sobretudo à direita.

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Uma coisa, porém, já parece clara para investidores: em 2026, o voto continuará sendo, acima de tudo, um voto de veto.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Mercado (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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