Mesmo em meio ao tarifaço de Donald Trump, sanções americanas e um cenário geopolítico instável, a China registrou em 2025 um superávit comercial recorde de US$ 1,189 trilhão, segundo dados divulgados hoje pelo governo chinês. As exportações cresceram 5,5% no ano, enquanto as importações ficaram praticamente estáveis.
A reação das empresas chinesas às tarifas foi rápida: houve redirecionamento da produção antes destinada aos EUA para mercados alternativos, com destaque para a União Europeia e o Sudeste Asiático. Só em dezembro, o superávit alcançou US$ 114,1 bilhões, a sétima vez em 2025 que o saldo mensal superou a marca de US$ 100 bilhões. As exportações avançaram 6,6% na comparação anual, acima das expectativas, enquanto as importações subiram 5,7%, o ritmo mais forte em seis meses.
O pano de fundo segue carregado: tensões envolvendo Irã, incertezas sobre petróleo na Venezuela, ameaças comerciais e o embate político de Trump com o Federal Reserve e seu presidente, Jerome Powell. Com isso, cresce a busca por proteção: o ouro renovou recordes nesta quarta de manhã com alta de 1% e a prata rompeu US$ 90 por onça, refletindo inflação americana mais branda, apostas em cortes de juros e a aversão ao risco global.