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A reação de Delcy Rodríguez à publicação de Trump como ‘presidente interino da Venezuela’

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, rebateu nesta segunda-feira, 13, uma postagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual aparece como líder venezuelano em sua página na Wikipédia. O republicano, na verdade, compartilhou uma montagem — uma imagem falsa –, como confirmou VEJA. No site, ele aparece exclusivamente como presidente dos EUA.

“Vi algumas imagens na Wikipedia sobre quem manda na Venezuela. Bem, aqui há um governo que manda na Venezuela, aqui há uma presidente em exercício e há um presidente refém nos EUA, e governamos junto com o povo organizado”, disse Rodríguez, que tomou posse na semana passada.

Publicação de Trump em que aparece como presidente interino da Venezuela.
Publicação de Trump em que aparece como presidente interino da Venezuela.Donald Trump / Truth Social/Reprodução

A declarações ocorre em meio a embates sobre quem, de fato, governa a Venezuela após a queda do ditador Nicolás Maduro, levado preso pelas forças americanas no sábado 3. Em declarações anteriores, Trump disse que os EUA administrariam o país por tempo “indeterminado”, até que uma transição “justa” pudesse ser realizada. A Casa Branca também lançou um plano de três etapas para a Venezuela, que culminaria na transição de poder. De todo modo, Rodríguez tomou posse na semana passada e descartou interferência externa.

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“O governo venezuelano governa o nosso país, ninguém mais. Não há nenhum agente externo governando a Venezuela”, afirmou ela, um dia depois de tomar posse no Parlamento.

Quem é Delcy Rodríguez?

Nascida em Caracas, Rodríguez, de 56 anos, é filha do guerrilheiro de esquerda Jorge Antonio Rodríguez, fundador do partido revolucionário Liga Socialista na década de 1970. Advogada formada pela Universidade Central da Venezuela, ascendeu rapidamente na carreira política na última década, atuando como Ministra da Comunicação e Informação entre 2013 e 2014. Conhecida por seu gosto por roupas de grife, foi ministra das Relações Exteriores de 2014 a 2017, período em que tentou boicotar o Mercosul após a suspensão da Venezuela do bloco.

Ela assumiu cargos como ministra da Fazenda e do Petróleo, ocupados simultaneamente com a vice-presidência, que fizeram dela uma figura-chave na gestão da economia venezuelana e lhe conferiram grande influência junto ao debilitado setor privado do país. Rodríguez aplicou políticas econômicas ortodoxas na tentativa de combater a inflação descontrolada.

Em 2017, ela assumiu a presidência da Assembleia Constituinte pró-governo, que ampliou os poderes de Maduro. Trabalha em estreita colaboração com seu irmão, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, e ganhou do ditador o apelido de “tigresa” por sua firme defesa do socialismo bolivariano. Quando a nomeou vice em 2018, ele descreveu-a como “uma jovem mulher, corajosa, experiente, filha de um mártir, revolucionária e testada em mil batalhas”.

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