O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já está com a relação dos investidores do Banco Master que terão direito ao ressarcimento de até 250 mil reais por CPF, segundo informou a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo. A lista foi enviada ao fundo pelo liquidante nomeado pelo Banco Central, Eduardo Bianchini, na última quarta-feira, marcando o avanço da etapa operacional da liquidação.
O FGC e a equipe do liquidante realizam agora uma conferência final dos nomes elegíveis. A expectativa é que os pagamentos comecem a ser liberados entre esta semana e a próxima. Ao completar dois meses neste domingo, o processo de liquidação deve resultar em um volume total de ressarcimentos da ordem de 41 bilhões de reais, beneficiando cerca de 1,6 milhão de pessoas físicas, um dos maiores desembolsos já realizados pelo fundo.
Mas, afinal, quem vai receber primeiro? No caso do Banco Master, a resposta foge da lógica intuitiva do mercado financeiro. Não importa se o investidor tinha aplicações mais antigas ou volumes mais elevados. A ordem dos pagamentos segue um critério muito mais prosaico: o andamento técnico do processo e a iniciativa de cada credor.
De acordo com o FGC, não existe fila organizada por valor investido ou por data de aplicação. O ressarcimento só é disparado depois que o investidor entra no sistema do fundo e formaliza o pedido. Na prática, portanto, sai na frente quem se manifesta primeiro, desde que seus dados já constem como validados na lista enviada pelo liquidante.
Enquanto esse trâmite se desenrola, o dinheiro permanece congelado desde a decretação da liquidação, sem correção pela inflação e sem possibilidade de ser reaplicado. O cálculo do ressarcimento considera apenas os valores devidos até 18 de novembro. A relação completa dos credores, por sua vez, permanece sob sigilo, como determina a legislação bancária.