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Número de mortos em protestos no Irã chega a 2.000, diz agência

Cerca de 2.000 pessoas, incluindo membros das forças de segurança, foram mortas em duas semanas de protestos no Irã, afirmou uma autoridade do governo à agência de notícias Reuters nesta terça-feira, 13. Esta foi a primeira vez que figuras ligadas ao regime dos aiatolás reconheceram o elevado número de vítimas ligado às manifestações provocadas pela crise inflacionária, que vêm sendo reprimidas com força letal por todo o país.

A autoridade iraniana, que falou à agência em condição de anonimato, porém, atribuiu a “terroristas” a responsabilidade pelas mortes tanto de manifestantes quanto de policiais. O oficial não especificou quem são os mortos.

Os protestos, desencadeados pelo derretimento do rial, a moeda local, e queda vertiginosa no poder de compra, representam o maior desafio interno para o regime que comanda a República Islâmica desde, pelo menos, 2022. Mas o governo está ainda mais vulnerável desta vez, alvo de crescente pressão e sanções internacionais devido ao seu programa nuclear e debilitado devido à guerra de 12 dias contra Israel e os Estados Unidos, durante os quais o Irã foi intensamente bombardeado, em junho do ano passado.

Repressão

O clero do Irã, no poder desde a Revolução Islâmica de 1979, tentou adotar uma abordagem dupla em relação às manifestações. Por um lado, validaram a legitimidade da insatisfação contra os problemas econômicos; por outro, impuseram uma dura repressão policial aos atos. Autoridades iranianas acusaram Washington e Tel Aviv de fomentar a revolta com objetivo de desestabilizar o regime, e também acusaram supostos “terroristas”, não identificados, de “sequestrar” o movimento popular.

Na segunda-feira 12, a organização Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega, já havia estimado em ao menos 648 o número de manifestantes mortos durante a violenta repressão à onda de protestos no Irã. O número de presos, ainda de acordo com a entidade, já supera 10 mil.

Restrições de comunicação, incluindo um bloqueio da internet desde a última sexta-feira, dificultaram o fluxo de informações. Mas vídeos que circulam nas redes sociais mostram confrontos entre manifestantes e forças de segurança na última semana, vários deles verificados de forma independente, e revelam que policiais usam munição real contra a população civil que saiu às ruas.

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