A possibilidade de Luiz Inácio Lula da Silva aproveitar a saída de Ricardo Lewandowski do comando do Ministério da Justiça e da Segurança Pública para desmembrar a pasta enfrenta resistências dentro do próprio órgão. Há o temor de desorganização e disputas internas em pleno ano eleitoral.
O petista escalou o até então secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto como ministro interino para ganhar tempo para definir nome ideal para o posto e para decidir sobre o eventual desmembramento da pasta.
Nos bastidores, uma ala tem articulado contra o fatiamento. A avaliação do grupo é que desmembramento de pasta não deve ser feita em ano de corrida eleitoral, porque o processo exige uma reestruturação robusta. A organização leva alguns meses, a disputa por cargos e quadros é inevitável, o que poderia comprometer o governo Lula em um ano importante.