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Coreia do Sul abre investigação sobre possível entrada de drones na Coreia do Norte

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul anunciou nesta segunda-feira, 12, a abertura de uma investigação sobre uma possível violação do espaço aéreo da Coreia do Norte por drones operados por civis sul-coreanos. O processo segue queixas de Pyongyang e Seul se diz aberto a promover um inquérito conjunto, embora nenhuma proposta tenha sido apresentada oficialmente ao vizinho do norte.

Os veículos não tripulados entraram no espaço aéreo da Coreia do Norte no sábado, 10, sendo derrubados por militares. Pyongyang divulgou imagens de destroços dos drones e acusou Seul de promover “atos de provocação” ao enviar o equipamento. No entanto, o Exército sul-coreano negou ter operado o veículo e disse não ter intenção de alimentar provocações. 

“Não temos a intenção de provocar ou irritar a Coreia do Norte, e continuaremos a tomar medidas práticas e a empreender esforços para aliviar as tensões e construir confiança entre as duas Coreias”, disse o diretor do gabinete de Políticas do Ministério da Defesa sul-coreano, Kim Hong-chul.

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O equipamento teria decolado de Incheon, cidade próxima à fronteira entre os países, e tinha como objetivo filmar “os principais pontos de interesse” da Coreia do Norte. De acordo com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, caso seja confirmado que as aeronaves não tripuladas foram controladas por civis, isso seria visto como um crime grave contra a segurança e a paz da Península Coreana. Pyongyang, porém, afirma que mesmo se o ato tiver sido promovido por civis, a Coreia do Sul é responsável pela invasão do espaço aéreo.

Em declaração pública, a vice-diretora de departamento do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, Kim Yo Jong, disse que Seul fez “uma escolha sábia para sua sobrevivência ao tornar clara sua posição oficial de nunca nos provocar ou irritar”, e que caso isso ocorra novamente no futuro, a Coreia do Sul “jamais conseguirá lidar com as terríveis consequências”. 

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Sob um frágil armistício desde a década de 50, as relações entre Coreia do Norte e Coreia do Sul são frequentemente tensas. Seul costuma expressar preocupação em relação a possíveis provocações contra seu vizinho, que possui armas nucleares. Nesta segunda, o ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol foi julgado por tentar provocar Pyongyang no ano passado, em uma tentativa de impor lei marcial no país.

Após tomar posse como mandatário no ano passado, Lee tem buscado abrir um canal de diálogo com o governo de Kim Jong-un. No entanto, Pyongyang não dá demonstrações de interesse e ignora as tentativas de aproximação promovidas pelo mandatário sul-coreano.

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