Ocorrido na noite de domingo, 11 de janeiro, o Globo de Ouro 2026 comoveu todo o Brasil com as vitórias de O Agente Secreto e contestou algumas certezas daqueles que se dedicam a prever o resultado do Oscar — cuja próxima edição ocorre em 15 de março. Com isso, alguns candidatos antes considerados imbatíveis perderam força. Confira os cinco maiores esnobados da cerimônia:
Amy Madigan, de A Hora do Mal

A atriz de 75 anos era considerada favorita ao prêmio após vitórias no Critics Choice e em outros prêmios da crítica. Sua atuação como a macabra Tia Gladys, afinal, marcou 2025 com uma boa dose de humor ácido e extravagância. Ainda assim, os votantes do Globo de Ouro optaram por Teyana Taylor, que rouba a cena em Uma Batalha Após a Outra. O troféu é o primeiro que a atriz ganha em uma cerimônia televisionada deste ano. Ela o dedicou à própria família e a garotas negras de toda parte do mundo: “Nossa suavidade não é uma fraqueza. Nossa profundidade não é demais. Nossa luz não precisa de permissão para brilhar. Nós pertencemos a cada recinto que entramos. Nossas vozes importam e nossos sonhos merecem espaço”.
Pecadores

O épico sobre vampiros com ótimo gosto musical ganhou duas categorias: maior feito nas bilheterias e melhor trilha sonora original — este segundo, porém, foi entregue ao compositor Ludwig Göransson durante um intervalo comercial, tremendo descaso com seu momento de glória. Pecadores ainda estava indicado a outras 5 categorias e era um dos favoritos a roteiro e direção, mas foi derrotado por Uma Batalha Após a Outra em ambas as disputas.
Jabob Elordi, de Frankenstein

Outro ator que era apontado como possível vencedor saiu de mãos abanando. O jovem australiano venceu o Critics Choice por viver a criatura de Frankenstein, mas não foi páreo no Globo para o sueco Stellan Skarsgård, que vive um cineasta em conflito com a própria filha em Valor Sentimental. O ator veterano ainda aproveitou a oportunidade para alfinetar a Netflix, distribuidora de Frankenstein: “Espero que vejam meu filme em um cinema, porque eles correm risco de extinção. Quando as luzes se apagam num cinema… é assim que filmes devem ser vistos”.
Jafar Panahi, de Foi Apenas um Acidente

Para a alegria geral da nação e para a tristeza de Panahi, O Agente Secreto ganhou a categoria de melhor filme em língua não-inglesa. Ainda assim, o diretor iraniano tinha chances de vencer a categoria de melhor diretor. O premiado da noite foi Paul Thomas Anderson, mas uma piada do apresentador Judd Apatow colocou o dedo na ferida do cineasta: antes de declarar o nome do americano, ele fez piada e disse “não sei pronunciar isso”, aumentando as esperanças dos dois estrangeiros da categoria: Panahi e Joachim Trier.
Wicked: Parte 2

Um ano após o fenômeno que foi a primeira parte de Wicked, a mágica acabou. Ariana Grande e Cynthia Erivo não mais roubam a cena como roubavam em 2025, nem o filme novo é levado a sério pelos votantes das premiações. A superprodução perdeu todas as cinco categorias que disputava, incluindo uma em que estava duplamente indicada: melhor música original. Para além dos demônios da trama, ao que parece, as Guerreiras do K-pop também derrotaram de vez as bruxas de Oz.
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