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Secretário-executivo assume Ministério da Justiça, mas Lula procura ministro definitivo

Na quinta-feira, o então ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski entregou uma carta de demissão ao presidente Lula. Ele tinha assumido o cargo em fevereiro de 2024 e alegou questões familiares e pessoais para deixar o ministério.

Lula nomeou como ministro interino da Justiça o secretário-executivo da pasta, Manoel Carlos de Almeida Neto. A indicação foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial. Manoel foi secretário-executivo do Tribunal Superior Eleitoral e secretário-geral do Supremo.

Manoel deve cumprir um curto período na cadeira de ministro da Justiça. A pasta poderá ser desmembrada em dois ministérios, o da Justiça e o Ministério da Segurança Pública. Isto porque o tema criminalidade é um dos que mais preocupam o eleitorado e Lula está de olho em sua reeleição.

O presidente procura um ministro da Justiça com perfil político, que tenha muita interlocução no Congresso, que possa ajudar a destravar matérias de interesse do governo, como a PEC da Segurança, o que poderia dar autonomia ao trabalho de um futuro ministro da Segurança Pública.

Um dos nomes aventados para ocupar o cargo é o do ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro, que ocupou o Ministério da Justiça entre março de 2007 e fevereiro de 2010, no primeiro mandato de Lula. Antes, Tarso Genro ocupou o Ministério das Relações Institucionais, entre abril de 2006 e março de 2007. Ele também foi ministro da Educação, entre janeiro de 2004 e julho de 2005.

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Lula já repetiu em várias reuniões presidenciais que quer ministros menos tímidos, que articulem mais, que saiam em defesa das pautas do governo. Um dos nomes em estudo no Palácio do Planalto é o do advogado-geral da Petrobras, Wellington Cesar Lima e Silva. Ele foi secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil nos dois primeiros anos deste terceiro mandato de Lula e tem a confiança do presidente, com quem despachava constantemente.

Outro nome aventado para a Justiça foi o do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques de Carvalho. Outros dois nomes que estão na disputa é o do atual diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o do advogado Marco Aurélio de Carvalho, do grupo Prerrogativas. O nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) também já surgiu na bolsa de apostas para o MJ, mas ele ainda não decidiu seu futuro político.

O ministro dos sonhos de Lula para a pasta da Justiça teria o mesmo perfil do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, que ocupou o cargo entre janeiro de 2003 e março de 2007. Além de grande articulação com o Congresso Nacional, Thomaz Bastos tinha grande capacidade de articulação com o Judiciário e resolvia diversas crises políticas envolvendo colaboradores do governo.

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