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Lewandowski já foi, Haddad já vai: veja quem está de malas prontas para deixar o governo

A saída de Ricardo Lewandowski da pasta da Justiça e Segurança Pública, anunciada na última quinta-feira, 8, abre mais uma vaga na dança das cadeiras que deve acontecer na Esplanada dos Ministérios no último ano do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Embora a decisão de Lewandowski tenha se dado por motivos pessoais, segundo ele, vários outros devem repetir o movimento dele, mas de olho nas eleições de 2026. Pela legislação eleitoral, o prazo de desincompatibilização (saída do cargo público para se candidatar) de ministros de estado é de pelo menos seis meses antes da votação, ou seja, tem que ocorrer até 3 de abril.

Uma das saídas mais cruciais para Lula será a do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que deve ocorrer antes do prazo final fixado pela legislação. Setores do PT e alas do gestão federal gostariam que ele se candidatasse ao governo de São Paulo, para provavelmente enfrentar o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), repetindo o duelo de 2022. Tarcísio ainda é especulado como candidato a presidente da República, mas ele deve tentar a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes, especialmente depois da entrada de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial.

A candidatura de Haddad enfrenta dois grandes obstáculos: a boa avaliação do republicano em São Paulo e o fato de ele já ter vencido o petista em 2022. Há, ainda, outro possível caminho para Haddad, que é coordenar a campanha de Lula a sua segunda reeleição presidencial — esta é, aliás, a preferência do hoje ministro da Fazenda.

Outra saída importante será a da ministra Gleisi Hoffmann, que deve disputar a reeleição ao cargo de deputada pelo Paraná. No estado do senador Sergio Moro (União Brasil-PR), que pode tentar o governo do estado, o PT vivenciou um racha interno bastante significativo ano passado. Nas eleições do diretório estadual, o grupo de Gleisi, onde está Adilson Chiorato, presidente estadual, conseguiu vencer o de Zeca Dirceu (filho do ex-ministro José Dirceu, que também deve voltar às urnas esse ano).

Outro ministro importante que irá deixar o cargo é Rui Costa (Casa Civil), considerado o “gerente” do Palácio do Planalto e o articulador dos ministérios. Filiado ao PT, ele será candidato ao Senado pela Bahia.

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Outros ministros relevantes que estão de saída são Marina Silva (Meio Ambiente), Simone Tebet (Planejamento) e Renan Filho (Transportes). Apesar da expectativa da militância do PSOL por uma candidatura de Guilherme Boulos este ano — ele foi o deputado federal mais votado de São Paulo em 2022 e seria um importante puxador de votos –, não há sinais de que ele deva deixar a Esplanada. Ao aceitar ser ministro de Lula, foi feito um combinado, nos bastidores, de que ele permaneceria na cadeira até o fim do mandato presidencial.

Veja a seguir a lista dos ministros que preparam a saída:

 

  • Alexandre Silveira (PSD), ministro de Minas e Energia: deputado ou senador por Minas Gerais
  • André de Paula (PSD), ministro da Pesca: deputado por Pernambuco
  • André Fufuca (PP), ministro do Esporte: senador pelo Maranhão
  • Carlos Fávaro (PSD), ministro da Agricultura: senador pelo Mato Grosso
  • Fernando Haddad (PT), ministro da Fazenda: senador ou governador por São Paulo, ou coordenador da campanha de Lula
  • Gleisi Hoffmann (PT), ministra das Relações Institucionais: deputada pelo paraná
  • Jader Filho (MDB), ministro das Cidades: deputado pelo Pará
  • Márcio França (PSB), ministro do Empreendedorismo: senador ou governador por São Paulo
  • Marina Silva (Rede), ministra do Meio Ambiente: deputada ou senadora por São Paulo
  • Paulo Teixeira (PT), ministro do Desenvolvimento Agrário: deputado por São Paulo
  • Renan Filho (MDB), ministro dos Transportes: governo de Alagoas
  • Rui Costa (PT), ministro da Casa Civil: senado pela Bahia
  • Silvio Costa Filho (Republicanos), ministro de Portos e Aeroportos: senado por Pernambuco
  • Simone Tebet (MDB), ministra do Planejamento: senadora pelo Mato Grosso do Sul ou São Paulo
  • Sônia Guajajara (PSOL), ministra dos Povos Indígenas: deputada por São Paulo
  • Waldez Góes (PDT), ministro do Desenvolvimento Regional: deputado ou senador pelo Amapá

Veja a seguir os ministros que também podem deixar suas cadeiras:

 

  • Anielle Franco (PT), ministra da Igualdade Racial: deputada pelo Rio de Janeiro
  • Geraldo Alckmin (PSB), ministro da Indústria e Comércio: caso queira disputar o governo de São Paulo
  • Luciana Santos (PCdoB), ministra da Ciência e Tecnologia: deputada por Pernambuco
  • Macaé Evaristo (PT), ministra dos Direitos Humanos: deputada por Minas Gerais
  • Margareth Menezes (PT), ministra da Cultura: deputada pela Bahia
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