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Vídeo: EUA fazem nova apreensão de petroleiro da Venezuela no Caribe

As forças armadas dos Estados Unidos apreenderam mais um petroleiro no Caribe nesta sexta-feira, 9, avançando com a campanha de pressão sobre o setor de petróleo da Venezuela após a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro e negociações econômicas com o governo interino assumido pela vice, Delcy Rodríguez. Foi a quinta operação do tipo contra embarcações ligadas a Caracas.

Em comunicado, o Comando Sul dos Estados Unidos, que atua na região da América Latina, afirmou que suas forças “apreenderam sem incidentes” o petroleiro identificado como Olina. De acordo com o jornal americano The Wall Street Journal, o navio navegava falsamente sob bandeira do Timor-Leste e já havia sido sancionado por Washington por transportar petróleo russo.

A secretária do Interior americana, Kristi Noem, confirmou a operação em águas internacionais a leste do Mar do Caribe.

“Este navio, outro petroleiro da ‘frota fantasma’ suspeito de transportar petróleo sob sanções, havia partido da Venezuela tentando escapar das forças americanas”, escreveu ela no X (ex-Twitter), descrevendo a abordagem como “segura e eficaz”, além de “em conformidade com a lei”.

 

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Noem acrescentou que “as frotas fantasmas não escaparão da justiça” e não podem se esconder sob bandeiras falsas. “A Guarda Costeira apreenderá petroleiros sancionados, fará cumprir as leis americanas e internacionais e eliminará essas fontes de financiamento para atividades ilícitas, incluindo o narcoterrorismo. Isso é dominar o mar”, concluiu.

Tensões em alto mar

A operação ocorre dois dias após as forças americanas apreenderem dois petroleiros, incluindo o Marinera, originalmente conhecido como Bella-1, que havia adotado bandeira russa. A embarcação, interceptada próximo à Islândia, no Atlântico Norte, é investigada por descumprimento das ordens da Guarda Costeira americana, que perseguiu-a por semanas desde que deixou a costa venezuelana.

A Rússia denunciou a apreensão como uma “grave violação” do direito marítimo internacional e exigiu a libertação da tripulação pelos Estados Unidos. Moscou também acusou os americanos de “elevarem as tensões-político militares” com o que chamou de descaso com as leis de navegação e “uso descarado da força”.

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A Casa Branca prometeu manter o bloqueio ao petróleo venezuelano, sob sanções americanas, após a captura de Maduro, enquanto negocia acesso ao setor para empresas dos Estados Unidos. Trump afirmou que a operação tinha objetivo de abrir as reservas da Venezuela, as mais vastas do mundo, para seu país.

Desde então, ele anunciou um investimento de US$ 100 bilhões na Venezuela e deve fazer uma reunião com empresários de petrolíferas nesta sexta, depois de ter garantido a compra do equivalente a 50 milhões de barris, a preços reduzidos devido ao embargo econômico, o que fez o preço do petróleo despencar no mundo devido à perspectiva de aumento da oferta. Acredita-se que o negócio desviou lotes com destino à China, aliada de Caracas e rival de Washington.

Nesta manhã, Trump afirmou em sua rede, a Truth Social, que os Estados Unidos e a Venezuela estavam “trabalhando bem juntos, especialmente no que diz respeito à reconstrução, de uma forma muito maior, melhor e mais moderna, de sua infraestrutura de petróleo e gás”. Ele disse ter cancelado uma segunda onda de ataques a Caracas, que estaria planejada, devido à “cooperação” do governo interino de Rodríguez.

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Violação do direito internacional

Além do petroleiro apreendido nesta sexta e do Marinera, os Estados Unidos já haviam interceptado e tomado conta das cargas dos petroleiros M Sophia, no início da semana, do Skipper e Centuries, em dezembro. Naquele mês, as Nações Unidas afirmaram que Washington não tinha “direito de impor sanções unilaterais por meio de um bloqueio armado”.

Em declaração, quatro especialistas da organização declararam que o cerco ao petróleo venezuelano constitui uma “agressão armada ilegal” à luz do direito internacional. Além disso, denunciaram o plano do governo Trump para controlar indefinidamente a indústria petrolífera da Venezuela como uma violação do direito à autodeterminação de seus cidadãos.

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