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Inflação fecha 2025 dentro do teto, mas passa a maior parte do ano fora da meta

A divulgação do resultado IPCA de 2025, nesta sexta-feira, 9, pelo IBGE, foi um ponto de virada no controle da variação dos preços no Brasil. É que o avanço de 4,26% da inflação do ano passado  ficou dentro do intervalo de tolerância definido pelo governo. O  centro da meta é 3%, com teto de 4,5%.

O índice anual tem peso, porque desde 1999 a inflação ficou forma limite em oito vezes, sendo sete deles, furos no teto da meta anual de inflação. Em 2024, por exemplo, o IPCA encerrou o ano em 4,8%, acima do teto vigente. Mas 2025  trouxe uma mudança: foi o primeiro ano sob o novo modelo de meta contínua de inflação, que substituiu a antiga verificação anual, feita apenas no fechamento de dezembro.

Se pela anterior, o país acumulou uma trajetória irregular, em 2025, na perspectiva contínua não foi melhor. Ao longo de dez dos doze meses de 2025, o IPCA acumulado em 12 meses permaneceu acima do teto de 4,5%, voltando ao intervalo de tolerância apenas em novembro, quando recuou para 4,46%, segundo dados do IBGE

A mudança para a meta contínua foi formalizada em junho de 2024 por resolução do Conselho Monetário Nacional e passou a valer em janeiro de 2025. A proposta foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pelo então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O novo sistema estabelece que só há descumprimento da meta se a inflação acumulada em 12 meses permanecer fora do intervalo por seis meses consecutivos, evitando que choques temporários — como oscilações pontuais de alimentos ou energia — levem automaticamente a uma caracterização de fracasso da política monetária.

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