Todos os anos, o jornal americano The New York Times divulga uma lista com os principais destinos a serem visitados em 2026. E no ranking deste ano, publicado pelo jornal na terça-feira, 6, o Instituto Inhotim, o espetacular museu localizado em Brumadinho, Minas Gerais, é um dos destaques do periódico. O Instituto Inhotim aparece na 24ª posição. “Em 2026, o Inhotim celebra seu 20º aniversário aberto ao público (começou como coleção particular) com uma programação especial de exposições que exploram a identidade afro-amazônica do Brasil”, diz o jornal americano.
Visitamos o museu pela primeira vez em 2023 e temos algumas dicas para quem quer incluir o destino em suas viagens deste ano.
Inhotim é considerado o maior museu aberto do mundo e tem um dos maiores acervos de arte contemporânea do Brasil. Além das obras, no entanto, o espaço tem um paisagismo espetacular. São espécies raras e até jardins temáticos construídos ao longo da área de visitação de 140 hectares (ou 1.400.000 metros quadrados). Há elementos de interesse para vários gostos, da arquitetura de cada uma das 24 galerias ao paisagismo e as obras de arte.

Vale visitar ao menos uma vez na vida, mas a cada vez há novidades. Além dos pavilhões, obras e exposições fixas, há novidades, como mostras itinerantes, festivais de gastronomia e música e outras atrações. Além disso, diferentes obras podem ressoar de maneiras distintas dependendo de como estamos nos sentindo
O principal é se programar para passar ao menos dois dias. É praticamente impossível ver tudo em um único dia. Uma ideia interessante é aproveitar para curtir opções gastronômicas em Belo Horizonte, que fica a cerca de uma hora e meia de Inhotim, já que o museu fecha cedo. Dá para passar o dia no instituto, sair por volta das 17h e pegar a estrada para BH. Não faltam opções de botecos e restaurantes excelentes na cidade.
Se você só tiver um dia para visitar, recomendo demais o Sonic Pavillion, galeria com uma espetacular obra de Doug Aitken em que é possível escutar o som da terra; a galeria dedicada às obras de Adriana Varejão; a Galeria Cildo Meireles, com a impressionante instalação Desvio para o Vermelho, a Galeria de Yayoi Kusama, uma das mais recentes a serem inauguradas; e a galeria de Matthew Barney, com a obra De lama lâmina e seus domos geodésicos em aço e vidro. Entre os destaques botânicos, o Jardim Desértico é impressionante e merece ser percorrido com calma. Se for com mais calma, visite todas as galerias e jardins.

Os ingressos custam R$ 65 para um dia (com meia-entrada), mas há preços especiais para pacotes de dois (R$ 114) e três dias (R$ 150). Há uma taxa adicional, opcional, de R$ 45 por pessoa para usar o transporte interno, feito por carrinhos elétricos em pontos determinados para embarque e desembarque. Recomendo fortemente pagar o valor extra para facilitar o deslocamento. Mesmo com os carrinhos, será preciso andar muito, mas eles ajudam demais a aproveitar melhor o passeio e otimizar o tempo. Há diversas opções de alimentação lá dentro, com destaque para o buffet do Restaurante Oiticica, perto da entrada.
Há alguns probleminhas, é preciso salientar. A infra-estrutura de acomodações não é das melhores na região. Faltam pousadas, e as melhores opções costumam ser caras. Uma alternativa é buscar casas para aluguel em plataformas digitais, ou escolher um hotel em Belo Horizonte. Da última vez, ficamos hospedados em Casa Branca, região que faz parte do município de Brumadinho, mas a estrada entre os dois locais era péssima – a experiência faz parte do relato de viagem que fizemos a bordo da Ford F-150 -. As estradas de Minas Gerais são conhecidas pela manutenção abaixo do ideal e pelo alto tráfego de caminhões. Tudo isso deve ser levado em conta. Mas a viagem continua valendo muito a pena.