O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, na quarta-feira, 7, por meio de suas redes sociais, que se reunirá “em um futuro próximo” com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, na Casa Branca. O diálogo entre os dois líderes surge após o republicano declarar que “gosta da ideia” de executar uma operação em Bogotá nos moldes da que ocorreu na Venezuela. A data do encontro, no entanto, ainda não foi revelada.
Em um telefonema com Trump, Petro explicou “a situação das drogas” na Colômbia e esclareceu “desentendimentos”, segundo o presidente americano. O chefe do Executivo dos EUA também acrescentou que apreciou o “tom” do colombiano durante a conversa. Ele descreveu a troca como uma “grande honra” e disse que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e seu homólogo colombiano fariam os arranjos para que Petro viajasse a Washington.
A ligação e o anúncio do encontro ocorrem após uma escalada de tensão entre os líderes. Em declarações a bordo do Air Force One no domingo 4, Trump classificou o mandatário sul-americano como um “homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos”. O republicano acrescentou ainda que o colombiano não iria “ficar fazendo isso por muito tempo”. Em resposta, Petro escreveu nas redes sociais que a Colômbia “pegaria em armas” para se defender de uma intervenção militar americana.
Os Estados Unidos sancionaram Bogotá em outubro do ano passado, alegando que as autoridades nacionais não conseguiam conter o tráfico de drogas. Na ocasião, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que, desde que Petro chegou ao poder em 2022, a produção de cocaína na Colômbia havia “explodido para o nível mais alto em décadas, inundando os Estados Unidos e envenenando americanos”. Petro respondeu que combate o narcotráfico “há décadas” e que seu governo havia desacelerado a produção de cocaína no país.
A Colômbia é um importante centro do tráfico internacional de drogas no continente americano. A cocaína é a principal substância contrabandeada. O país também possui reservas significantes de petróleo, o que vem sendo levantado como principal interesse da política externa americana, como ficou explícito na Venezuela. Além disso, o território é conhecido por ser um grande exportador de ouro, prata, esmeraldas, platina e carvão.