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Senado dos EUA pode limitar ações de Trump na Venezuela nesta quinta; entenda

O Senado dos Estados Unidos irá votar nesta quinta-feira, 8, uma resolução que pode impedir o presidente Donald Trump de promover mais ações militares na Venezuela sem aprovação do Congresso. Será a mais recente de uma série de debates legislativos em torno do controle dos poderes do Executivo desde que o republicano retornou à Casa Branca no ano passado.

Embora o Partido Republicano seja maioria na casa legislativa, alguns podem se voltar contra o mandatário, o que abre possibilidade de aprovação, ainda que por margem estreita.

“Conversei com pelo menos dois republicanos que não votaram a favor dessa resolução anteriormente e que estão pensando sobre ela”, disse o senador republicano Rand Paul, do Kentucky, um dos responsáveis pela apresentação da medida. Para ser aprovada é preciso maioria simples (51 dos 100 senadores). 

O tema volta ao legislativo em meio à turbulência causada pela captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro no último sábado 3. Em novembro do ano passado, uma resolução semelhante havia sido apresentada no Senado, mas foi derrotada por 49 a 51. Uma vez que a casa é controlada pelo Partido Republicano, que conta com 53 cadeiras, medidas contrárias à administração Trump tornaram-se algo raro.

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No entanto, de acordo com apuração da agência de notícias Reuters, o ataque recente contra a Venezuela gerou insatisfação entre os legisladores, uma vez que, na época da primeira votação, funcionários da Casa Branca garantiram que não haveria nenhuma intervenção ou mudança de regime em território venezuelano. O cenário foi confirmado por Rand Paul, que diz enxergar sinais positivos por parte de alguns senadores republicanos em relação à medida.

“Não posso garantir como eles votarão, mas pelo menos dois estão pensando nisso, e alguns estão falando publicamente sobre suas reservas sobre isso (a operação na Venezuela)“, disse o legislador.

Atualmente, a Constituição americana exige a aprovação do Congresso antes que o presidente inicie uma operação militar prolongada. Porém, o governo defende que a captura de Maduro foi uma ação de aplicação da lei, não militar. Esse entendimento não é compartilhado pela oposição. O senador democrata Tim Kaine, da Virgínia, apontou que Trump vem bombardeando embarcações venezuelanas há meses, e depois passou a afirmar que os Estados Unidos controlam o país sul-americano.

“Isso não é uma operação cirúrgica de forma alguma”, definiu Kaine.
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