As bolsas globais parecem ter perdido o fôlego após uma sequência de altas nos primeiros pregões de 2026. Os futuros americanos recuam nesta quinta-feira, isso após o S&P 500 e o Dow Jones terem fechado no negativo. Na Europa, as ações também operam majoritariamente no vermelho.
Com os principais índices nas máximas globais, investidores ficam mais sensíveis ao tédio. A falta de notícias com potencial de garantir novas altas tem o efeito de incentivar uma realização de lucros. E é mais ou menos o que está acontecendo agora.
Na quarta, os EUA divulgaram dados do mercado de trabalho mostrando criação de vagas no setor privado em dezembro, após fechamento de postos no mês anterior. A instabilidade dificulta a formulação de uma tese sólida sobre a economia do país.
Na Europa, os dados de encomenda à indústria na Alemanha mostraram um salto de 5,6% em novembro, contrariando as expectativas de queda de 1%. Em outubro, a subida havia sido de 1,6%. E os dados de emprego na Zona do Euro indicam uma leve queda no desemprego, para 6,3%, isso enquanto a inflação também desacelera, mostrando uma economia acomodada – mas sem espaço para otimismo.
O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, começa o dia estável, isso após a queda de mais de 1% do Ibovespa na véspera. Por aqui, o IBGE publica os dados da produção industrial, que vem desacelerando ante a Selic de 15% ao ano. No campo político, o presidente Lula organiza um evento no Planalto para lembrar os três anos dos ataques golpistas de 8 de janeiro.