O caso da morte de Eliza Samudio voltou aos holofotes nesta semana, após a descoberta do passaporte brasileiro da modelo em Portugal. O documento, expedido em 2006, registra apenas sua entrada no país europeu em 2007, sem qualquer anotação de saída, levantando novas questões sobre o paradeiro da vítima antes de seu assassinato – crime pelo qual o ex-goleiro Bruno Fernandes foi condenado. Eliza desapareceu e foi declarada morta em 2010.
Arlie Moura, irmão de Eliza, confirmou a autenticidade dos dados do passaporte e cobrou investigações sobre como ele foi parar no exterior. Com a repercussão do caso, Arlie, que ganhou novos seguidores no Instagram, decidiu responder a perguntas sobre a morte da irmã e sobre seus atuais relacionamentos familiares.
O jovem de 27 anos revelou não manter mais contato com a mãe nem com o sobrinho, Bruninho, e afirmou não ter vontade de retomar essas relações. Segundo ele, a mãe nunca aceitou sua orientação sexual e identidade de gênero – em seu perfil, Arlie se identifica como pansexual e não-binário. Natural do Mato Grosso do Sul e atualmente morando em São Paulo, ele também declarou ter perdoado o goleiro Bruno pela morte de Eliza.
Quando Eliza foi assassinada, Arlie tinha apenas 10 anos e vivia em outro estado, longe da irmã. Mesmo assim, guarda dela a lembrança de uma pessoa muito educada e que usava bons perfumes, detalhes que permanecem vivos em sua memória. Arlie ressaltou ainda acreditar que, se estivesse viva, Eliza aceitaria sua sexualidade sem problemas.