
O representante americano nas Nações Unidas (ONU), Mike Waltz, disse, nesta segunda-feira, 5, durante a reunião do Conselho de Segurança, que os Estados Unidos não estão em guerra com a Venezuela ou seu povo. Waltz também afirmou que o país não planeja ocupar os territórios venezuelanos.
“Nicolas Maduro é responsável por ataques contra o povo dos EUA, por desestabilizar o hemisfério ocidental e reprimir o povo da Venezuela”, complementou o representante. Segundo ele, a operação contra o ditador sul-americano foi feita com o objetivo de “aplicar a lei”. Waltz relembrou o caso do líder militar do Panamá, Manuel Noriega, que foi capturado pelo governo americano em 1989. Ele foi preso em 3 de janeiro de 1990 e condenado em 1991 por cooperar com o tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e conspiração com carteis.
A reunião foi convocada após a realização de uma operação americana para a captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, na madrugada deste sábado 3, em Caracas. Eles foram transferidos para Nova York, onde passarão por um julgamento.
Acusações de narcoterrorismo
Mike Waltz reforçou as acusações contra Maduro, afirmando que ele e a mulher são “narcoterroristas“.
“Os Estados Unidos prenderam um narcotraficente que será julgado de acordo com o Estado de Direito pelos crimes que ele cometeu contra o nosso povo durante 15 anos”, declarou o representante. Waltz mencionou, ainda, as acusações que Maduro enfrenta no processo federal. O ditador está, de acordo com o governo americano, envolvido em uma “conspiração de amplo alcance” para traficar cocaína e outras drogas e tráfico internacional de armas.
“Ele [Maduro] se tornou rico, incrivelmente rico às custas da miséria de incontáveis americanos, venezuelanos e outros”, adicionou. O representante também alegou que o venezuelano estaria conspirando com o grupo paramilitar Hezbollah e as autoridades do Irã.
Presidente ilegítimo
Waltz continuou seu discurso afirmando que o ditador sul-americano é um presidente ilegítimo. “Maduro não é apenas um traficante de drogas acusado formalmente, ele era um ‘suposto’ presidente ilegítimo. Ele não era um Chefe de Estado”, declarou. De acordo com ele, o líder chavista só se manteve no poder porque burlou o sistema eleitoral da Venezuela durante anos.
Em 2024, na última eleição do país sul-americano, mais de 50 países rejeitaram o resultado da votação pela ausência da apresentação de atas eleitorais comprobatórias. A oposição do venezuelana diz que o verdadeiro vencedor foi Edmundo González.
Por último, Waltz disse que o presidente estadunidense, Donald Trump, “deu chance” à diplomacia e ofereceu opções a Maduro no passado. O ditador, porém, recusou as outras alternativas.