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Vale à pena parcelar o IPVA? Entenda qual a melhor forma de pagar o imposto

O ano virou e, com ele, surgem impostos que todo brasileiro que possui um carro já está acostumado a pagar nos primeiros meses do ano. O IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) é um imposto estadual cobrado anualmente dos proprietários de veículos no Brasil. Para se organizar financeiramente, o primeiro passo é entender qual é a melhor forma de efetuar o pagamento do tributo.

É comum que muitos estados ofereçam desconto para quem opta pelo pagamento à vista, mas essa alternativa só deve ser considerada por quem já tem o dinheiro disponível em conta, sem comprometer as finanças ou a reserva financeira. Já o parcelamento costuma ser uma opção mais segura quando o orçamento está apertado neste início de ano, especialmente porque muitas pessoas ainda estão arcando com despesas de festas como Natal e Ano Novo, incluindo presentes e viagens.

O IPVA pode ser parcelado em até cinco vezes sem juros por meio do Sistema Pix IPVA ou em bancos e lotéricas credenciadas. Caso a opção seja o parcelamento no cartão de crédito, é importante considerar que as empresas administradoras costumam cobrar juros e taxas sobre o valor, o que acaba elevando o total pago ao Estado.

Como funciona o sistema de parcelas?

Para quem escolhe parcelar o IPVA, a primeira parcela vence em janeiro, de acordo com o final da placa do veículo. Placas com final 1 e 2 têm vencimento nos dias 12 e 13, respectivamente. Já os veículos com final 3 e 4 podem pagar até os dias 15 e 16 de janeiro. Para placas com final 5 e 6, os vencimentos são nos dias 16 e 19. Por fim, os veículos com final 7, 8, 9 e 0 devem pagar até os dias 20, 21, 22 e 23, respectivamente. Caso o contribuinte opte pelo parcelamento em cinco vezes, os pagamentos se estendem até o mês de maio, seguindo a mesma lógica de vencimentos adotada em janeiro.

Para avaliar se vale a pena pagar o IPVA à vista, é essencial observar o percentual de desconto oferecido. Nas capitais São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, o abatimento sobre o valor integral varia de 3%, no caso do IPVA paulistano. Já para decidir se o parcelamento é a melhor alternativa, também é importante considerar o rendimento esperado da Selic e do CDI, que são as principais referências da renda fixa e acompanham de perto a taxa básica de juros da economia.

No cenário atual, considerando a Selic, o retorno líquido mensal de um produto de renda fixa atrelado à taxa básica fica entre 0,8% e 1,1%, dependendo da incidência do Imposto de Renda (IR). Um investimento como o Tesouro Selic, por exemplo, tende a oferecer um retorno líquido mensal próximo de 0,9%, enquanto títulos de renda fixa privada, como CDBs e debêntures que pagam 100% do CDI, devem render cerca de 0,85% ao mês em 2026, segundo estimativas do mercado. Já em produtos isentos de IR, como as Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCI e LCA), o rendimento pode superar 1% ao mês.

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