Detentor de milhares de 180.000 hectares de terras agriculturáveis na Venezuela, o MST saiu em defesa do ditador Nicolás Maduro, preso no fim de semana pelos Estados Unidos, durante uma operação militar que bombardeou diferentes pontos do país.
Segundo o movimento, a ação ordenada por Donald Trump foi um “sequestro” e deve ser denunciada como “um ataque criminoso do imperialismo estadunidense à Venezuela”.
“O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra reafirma sua solidariedade ao povo venezuelano e denuncia o governo Trump por seus atos de guerra”, diz o MST.
O movimento liderado por João Pedro Stedile diz que o presidente dos Estados Unidos “se tornou o maior pirada da atualidade” ao coordenar ações militares que miram assumidamente as reservas de petróleo do país.
“O ataque deste sábado é uma ação de guerra e de saque. Os sequestros de navios petroleiros nas últimas semanas evidenciaram que o único interesse dos EUA não é por ‘democracia’ ou ‘liberdade’, mas por petróleo. Trump se tornou o maior pirata da atualidade. Não suficiente, também sequestraram o presidente Nicolás Maduro”, diz o movimento.
O movimento diz ainda que os estudantes, militantes e dirigentes que cumprem tarefas na Venezuela estão em segurança e em locais que não foram atacados.