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Itamaraty reforça na Celac preocupação com captura de Maduro na Venezuela

O Itamaraty reforçou neste domingo, 4, a preocupação do governo brasileiro com a captura de Nicolás Maduro em território venezuelano. O posicionamento foi feito na reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), convocada para discutir o ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. O discurso, conduzido pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, seguiu a linha adotada na manifestação deste sábado, 3, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tratou a prisão de Maduro como uma “afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.

Marcada para as 14h, a reunião terminou no fim da tarde deste domingo. Em seu discurso, o ministro Mauro Vieira reiterou ainda que as medidas americanas contra a Venezuela contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso da ameaça e do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas. A postura foi alinhada à nota divulgada mais cedo pelo Itamaraty, em conjunto com Espanha, México, Chile, Colômbia e Uruguai. 

A Celac tem como membros Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela na América do Sul. Na América Central e Caribe, os países membros são Antígua e Barbuda, Bahamas, Barbados, Belize, Costa Rica, Cuba, Dominica, El Salvador, Granada, Guatemala, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, República Dominicana, Santa Lúcia, São Cristóvão e Neves, São Vicente e Granadinas e Trinidad e Tobago.

A reunião tinha como objetivo discutir o posicionamento daos países latino-americanos e caribenhos e levar demandas para o encontro de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que foi convocado em caráter de emergência para discutir o ataque americano contra a Venezuela. 

‘Inaceitável’

No sábado, em manifestação oficial, o presidente Lula disse que os atos “ultrapassam uma linha inaceitável”, representando uma “afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.

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“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões”, disse, em texto. 

A ação, segundo Lula, ecoa “os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”.

“A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, acrescentou. 

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