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O grande diferencial de Wagner Moura em Hollywood, segundo ele mesmo

Convidado para a tradicional mesa-redonda de atores do The Hollywood Reporter, Wagner Moura falou sobre seu trabalho com Kleber Mendonça Filho em O Agente Secreto, mas também destacou aquilo que acredita ser seu grande diferencial em Hollywood: a autenticidade brasileira. Ao lado de Jacob Elordi, Mark Hamill, Dwayne Johnson, Adam Sandler, Michael B. Jordan e Jeremy Allen White — intérpretes de filmes de destaque da temporada de premiações, o brasileiro foi questionado pelo editor-executivo do veículo americano Scott Feinberg sobre Narcos (2015-2017), série de sucesso da Netflix em que ele interpretara Pablo Escobar.

“Wagner, você fez muito sucesso no Brasil, muitos anos atrás, com, por exemplo, o filme Tropa de Elite (2007), que ganhou prêmio no Festival de Berlim, antes de se tornar internacionalmente conhecido por meio de Narcos. Tudo isso dependeu de americanos finalmente estarem prontos para assistir algo com legendas?”, perguntou Feinberg. “Isso foi uma grande discussão naquela época, do tipo: ‘Isso talvez faça sucesso em algum lugar, mas não nos Estados Unidos, porque eles vão precisar de legendas’. Mas, sim, Narcos foi um grande sucesso — em qualquer lugar do mundo que eu fosse, as pessoas diziam: ‘Pablo Escobar!’. Acho que foi algo que fez as pessoas me notarem, eu acho”, começou Wagner.

“Mas então você decidiu fazer esses projetos fora do Brasil, como Guerra Civil (2024) e coisas assim, mas também voltar [para casa] e fazer O Agente Secreto. E eu sei que fazem alguns anos desde que você atuou na sua própria língua”, comentou Feinberg.

“Eu nunca quis vir para cá e ‘tentar a sorte em Hollywood’. Eu sempre me senti muito brasileiro. O que me diferencia e talvez me torna especial para o cinema é o fato de eu não ser daqui. Eu trago a minha cultura junto. Nunca entendi atores que tentavam perder o sotaque. Eu nunca serei como, digamos, o Jeremy — sou um ator brasileiro e represento um monte de gente que vive aqui neste país e fala com sotaque. Mas quando comecei a vir para cá, as pessoas perguntavam: ‘Você conseguiria interpretar esse personagem com um sotaque americano padrão?’. E eu respondia: ‘Não’. Primeiro porque não consigo, mas segundo porque achava isso meio errado.”, concluiu o brasileiro.

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