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A estratégia do clã bolsonarista para manter protagonismo em 2026

Aliados de Jair Bolsonaro devem ampliar as investidas contra o STF e o ministro Alexandre de Moraes para manter o protagonismo nas redes, nas páginas dos jornais e no xadrez político sobre a disputa presidencial de 2026.

Familiares e pessoas próximas do ex-presidente manterão a narrativa de perseguição e apontarão insensibilidades do magistrado e da Corte.

Ontem, Carlos Bolsonaro reagiu com uma carta à decisão de Moraes de não permitir que o pai fosse para a prisão domiciliar após passar dias internado. Para ele, o magistrado viola garantias constitucionais básicas.

“O que está em curso no Brasil não é a aplicação rigorosa da lei, mas um exercício reiterado de abuso de poder, concentrado nas mãos de um ministro que ultrapassou, há muito tempo, qualquer limite aceitável em um Estado de Direito. As decisões tomadas por esse sujeito não apenas violam garantias constitucionais básicas, como expõem deliberadamente Jair Bolsonaro a riscos reais, físicos e humanos”, escreveu Carlos.

Na avaliação do filho do ex-mandatário, a permanência de Bolsonaro na sede da PF o expõe a diversos riscos. “Já houve vítima fatal. A morte de Clezão não foi um acidente nem uma fatalidade imprevisível – foi consequência direta de um sistema que normalizou a arbitrariedade, desprezou alertas, ignorou a dignidade humana e operou sem freios institucionais. Diante disso, qualquer tentativa de relativizar o que está acontecendo é desonestidade intelectual. A pergunta correta não é se isso pode terminar mal, mas quando e com que custo”.

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Horas antes do desabafo público feito por Carlos, Moraes disse que os advogados do ex-presidente não apresentaram elementos suficientes para mudar as decisões anteriores que negaram o pedido de prisão domiciliar. O magistrado argumentou haver “total ausência dos requisitos legais para a concessão de prisão domiciliar, bem como diante dos reiterados descumprimentos das medidas cautelares diversas da prisão e de atos concretos visando a fuga, inclusive com dolosa destruição da tornozeleira eletrônica”.

Paralelamente, o clã bolsonarista também aproveitará eventuais “vacilos” ou noticias negativas relacionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tentar emplacar a tese de que o país “precisa se desvecilhar” de uma renovação da gestão petista por mais quatro anos. Compartilharão a percepção de que só um nome muito ligado ao grupo pode derrotar Lula nas urnas. Filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro lançou sua pré-candidatura à presidência, o que desagradou bastante aliados do Centrão.

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