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Advogado de Filipe Martins diz que prisão preventiva é ‘vingança’ de Moraes

O advogado Jeffrey Chiquini, um dos integrantes da defesa técnica do ex-assessor da Presidência da República Filipe Garcia Martins, afirmou nesta sexta-feira, 2, que a prisão preventiva de seu cliente é uma “medida de vingança” do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

“Nada mais é do que uma medida de vingança e para antecipar o cumprimento da pena pela condenação, embora ainda caibam recursos”, afirmou Chiquini em vídeo publicado em suas redes sociais.

Filipe Martins, que ocupou o cargo de assessor especial para assuntos internacionais na Presidência da República durante o governo de Jair Bolsonaro, foi condenado a 21 anos no núcleo 2 da ação penal por tentativa de golpe de Estado.

Ele cumpria prisão domiciliar desde 26 de dezembro de 2025. Nesta sexta-feira, a Polícia Federal cumpriu ordem de Moraes pela prisão preventiva de Martins por violação de proibição de utilização de redes sociais.

Na decisão, o ministro do Supremo afirma que foi juntada aos autos na última segunda-feira uma notícia de que o ex-auxiliar de Bolsonaro “teria utilizado a rede social LinkedIn para a busca de perfis de terceiros”. 

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Na quarta-feira, os advogados de Martins se manifestaram dizendo que as contas e perfis do ex-assessor em redes sociais estão “sob custódia e gestão exclusivas” da defesa “com a finalidade estrita de preservar, organizar e auditar elementos informativos pretéritos relevantes ao exercício da ampla defesa”.

Moraes não acolheu os argumentos. Na decisão pela prisão preventiva, escreveu que Martins “demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas, em virtude de que, ao fazer uso das redes sociais, ofende as medidas cautelares aplicadas, assim como todo o ordenamento jurídico”.

No vídeo divulgado nesta sexta, o advogado Jeffrey Chiquini afirma que seu cliente estava “há mais de 600 dias cumprindo todas as determinações judiciais”, sem ter recebido qualquer advertência, “e hoje foi punido novamente sem que tenha feito nada”.

“Agora, nós, da defesa de Filipe Martins, vamos nos reunir para decidir o que faremos. Recorreremos para o próprio ministro Alexandre de Moraes? Eu trarei os próximos passos”, disse Chiquini.

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