Para o contribuinte brasileiro, o ano começa com os impostos, reajustes e despesas típicas do início do calendário. O peso maior vem dos impostos anuais, como IPTU e IPVA, que vencem logo nos primeiros meses.
No caso do IPTU, a cobrança é definida pelas prefeituras a partir do valor venal do imóvel, uma estimativa oficial que considera localização, tamanho, padrão da construção e infraestrutura da região. Sobre esse valor, o município aplica uma alíquota, que varia conforme o tipo de imóvel. Quanto mais valorizado o endereço, maior tende a ser o imposto. O valor não reflete, necessariamente, o preço de mercado anunciado em imobiliárias.
Já o IPVA é um imposto estadual calculado sobre o valor do veículo, geralmente com base em tabelas de preços médios, como a Fipe. A conta é direta: valor do carro multiplicado pela alíquota definida pelo estado, que varia conforme o tipo de veículo. Carros mais novos pagam mais; com o passar do tempo, o imposto diminui e, em alguns estados, veículos antigos ficam isentos. O licenciamento, que também vence no começo do ano, não é imposto, mas uma taxa fixa para autorizar a circulação do veículo.
Janeiro também concentra gastos ligados à volta às aulas, com matrícula ou rematrícula, compra de material escolar e reajuste das mensalidades. Somam-se a isso aumentos anuais de planos de saúde, condomínio e seguros, além de taxas municipais, como coleta de lixo e iluminação pública, que muitas vezes vêm embutidas no IPTU.