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Festa do Flamengo vira confusão e correria

Neste domingo, 30, os jogadores do Flamengo chegaram ao Rio de Janeiro para comemorar a grande vitória do último sábado, 29, quando derrotou o Palmeiras por 1 a 0, em Lima. Os jogadores trouxeram mais do que a taça, mas o privilégio de serem o primeiro time brasileiro tetracampeão da Copa Libertadores da América. No centro da cidade, às 13horas, os atletas desfilaram em um trio elétrico com a taça  em um percurso planejado de cerca de 1 quilômetro. Segundo a Polícia Militar, a festa reuniu um público rotativo estimado em 250 mil pessoas, que acompanhou o carro em clima de euforia, calor humano e celebração — torcedores se aglomeraram, subiram em postes e disputavam espaço para ver os campeões de perto.

Entretanto, o que começou em festa acabou em tumulto. Com a redução do trajeto do carro, parte da torcida tentou invadir o cordão de isolamento que separava os jogadores da multidão. A Polícia Militar interveio para evitar a invasão e a comemoração descambou para baderna. Houve brigas entre os torcedores também. Foram registrados momentos de pânico principalmente com os disparos de bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e gás de pimenta— o que causou correria generalizada e o fim abrupto da festa, com a rua esvaziada.

O episódio revela os riscos de grandes celebrações de massa em espaços urbanos densos: mesmo sendo uma ocasião de alegria e conquista, a mistura de aglomeração, emoção e falhas no controle de segurança pode transformar comemoração em tragédia. A falta de planejamento adequado para conter torcedores, a multidão agitada e intervenções policiais mais duras mostram como a euforia coletiva requer coordenação e cautela — para evitar que triunfos esportivos se convertam em tragédias sociais.

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