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Papa Leão XIV visita Mesquita Azul em Istambul, tira os sapatos, mas não chega a rezar; veja vídeo

Em sua primeira viagem internacional como líder da Igreja Católica, o Papa Leão XIV visitou neste sábado, 29, a Mesquita Azul, em Istambul. Seguindo a tradição local, ele tirou os sapatos antes de entrar no templo, mas não chegou a rezar — ao contrário do que o próprio Vaticano informou, de forma equivocada, algumas horas depois.

O pontífice, o primeiro norte-americano a chefiar a Igreja, foi recebido pelo ministro da Cultura e Turismo da Turquia, Mehmet Nuri Ersoy, pelo mufti de Istambul, Emrullah Tuncel, e pelo imã do templo, Kurra Hafiz Fatih Kaya. Coube ao muezim Askin Musa Tunca guiá-lo pela visita de cerca de 20 minutos. Leão caminhou em meias brancas, sorriu, fez comentários descontraídos e admirou os mais de 21 mil azulejos  que dão fama ao edifício construído em 1617, durante o reinado de Sultan Ahmed I.

Segundo relatou Tunca, ele chegou a perguntar ao Papa se gostaria de fazer uma breve oração. “Ele disse que preferia apenas visitar”, afirmou o muezim, segundo informações divulgadas pela Reuters. A ida ao templo muçulmano ocorreu “em silêncio, em espírito de recolhimento e escuta atenta”, conforme descreveu o comunicado inicial da Santa Sé, que chegou a declarar que Leão realizou uma oração no local, mas horas depois admitiu ter cometido um equívoco.

A visita à Mesquita Azul fez de Leão XIV o terceiro papa a entrar no local, seguindo os passos de Francisco, em 2014, e de Bento XVI, em 2006. Antes deles, apenas João Paulo II havia visitado uma mesquita — em Damasco, em 2001.

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O roteiro de Leão na Turquia inclui encontros com líderes cristãos do Oriente Médio, marcados pela celebração dos 1.700 anos do Concílio de Niceia, quando diversas lideranças se reuniram para alcançar consensos dentro da Igreja.

Papa pede fim da violência em nome da religião

Na sexta-feira, 28, o Papa pediu mais união entre as igrejas e condenou a violência cometida em nome da religião, afirmando ser um “escândalo” que 2,6 bilhões de cristãos no mundo permaneçam tão divididos.

“Devemos rejeitar veementemente o uso da religião para justificar guerra, violência ou qualquer forma de fundamentalismo ou fanatismo”, afirmou Leão em Iznik, cidade da Turquia. Segundo ele, “os caminhos a seguir são os de encontro fraternal, diálogo e cooperação”.

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A celebração desta sexta ocorreu nas proximidades das ruínas arqueológicas da histórica Basílica de São Neófito, reunindo líderes da Turquia, Egito, Síria, Israel, entre outros, para proferir orações em inglês, grego e árabe.

Essa foi a primeira vez que Leão discursou fora da Itália desde que se tornou o líder do catolicismo, e o encontro em Iznik é a principal razão para a visita à Turquia, que começou na quinta-feira, 27, e terá duração de quatro dias. De lá, ele segue ao Líbano.

“Hoje, toda a humanidade, afligida pela violência e conflito, clama pela reconciliação”, declarou à frente de centenas de fiéis que se reuniram ao redor do Lago Iznik.

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